20 anos de Castlevania: Curse of Darkness

A Konami tentava encaixar a franquia Castlevania no ambiente 3D nos anos 2000. Após o desempenho razoável de Castlevania: Lament of Innocence (2003), a desenvolvedora lançou Castlevania: Curse of Darkness no dia 1° de novembro de 2005 para PlayStation 2 (PS2) e Xbox. Produzido pelo lendário Koji Igarashi, o game tentou se aprofundar mais no universo da franquia e se arriscou em uma experiência mais voltada para o RPG de ação. Será que deu certo? Confira, a seguir, na análise de aniversário de Castlevania: Curse of Darkness.

Foto de Castlevania: Curse of Darkness

História: arrependimentos e destino

Castlevania: Curse of Darkness se passa três anos após os acontecimentos de Castlevania III: Dracula’s Curse (1989), de NES (Nintendinho), mais especificamente no ano de 1479 no universo da franquia. Embora Trevor Belmont tenha derrotado o Drácula, o vilão seguiu a espalhar toda a devastação no continente europeu. Como protagonista, temos Hector, um antigo Devil Forgemaster que busca a redenção após abandonar o Drácula em algum momento durante o Castlevania III.

Hector vivia uma vida pacífica, até sua esposa Rosaly ser executada devido a acusações de bruxaria. Assim, ele parte em uma jornada de vingança contra Isaac, seu rival que também era um Devil Forgemaster e que era responsável pela tragédia. Apesar de a trama ser interessante e madura por envolver temas como culpa e arrependimentos, ela se destaca mais pela expansão do universo da franquia, conectando-se às histórias dos Belmont e do próprio Drácula.

Jogabilidade: uma evidente evolução

Castlevania: Curse of Darkness é bastante superior ao Castlevania: Lament of Innocence no quesito jogabilidade. O jogo tem um combate mais fluído e oferece dinamismo graças à grande variedade de armas e até um sistema de crafting. Temos também o sistema dos “Innocent Devils”, criaturas criadas pelo próprio Hector que o acompanham em sua jornada e o ajudam em tarefas como cura e chegar a áreas específicas.

A gameplay de Curse of Darkness foi muito elogiada por superar o antecessor e mostrar uma complexidade semelhante àquela vista em Symphony of Night e Aria of Sorrow, por exemplo. Os pontos negativos ficam para os cenários repetitivos e fases linear em excesso, o que podiam levar um pouco de tédio ao jogador depois de um tempo, apesar do ótimo sistema de combate.

Gráficos: prejudicados por…

É possível afirmar que houve certa ambição na parte visual de Castlevania: Curse of Darkness, embora o game não seja uma grande referência do quesito na época. Seu destaque fica para a ótima execução do clássico estilo gótico da franquia, com castelos, criptas e florestas com um bom número de detalhes. A arte de Ayami Kojima é vista sendo imprimida no 3D do jogo e consegue levar mais aquele toque de beleza na gameplay.

O grande problema dos gráficos fica para a ambientação. Sim, a ambientação era, de fato, bela, mas a implementação de tantos corredores vazios e repetidos prejudicaram o trabalho de arte e diminuíram seu impacto. Uma pena!

Músicas: o tom de Hector

Um dos pontos mais elogiados de Castlevania: Curse of Darkness. Guitarras e batidas eletrônicas foram utilizadas por Michiru Yamame para levar diferentes sons que combinavam com a aventura de Hector. As músicas partiam facilmente de um tom épico de batalhas para o tom mais melancólico, tudo com muita naturalidade. Trilhas como “Cordova Town”, “Mortvia Fountain” e, principalmente, “Abandoned Castle” marcaram os jogadores do game.

Conclusão

Castlevania: Curse of Darkness está distante de dividir o mesmo espaço entre os melhores títulos da época do PlayStation 2 e Xbox, mas ele tem seu valor. Sua história base é muito boa e tem um ótimo acréscimo de expandir todo o universo da franquia, um prato cheio para os fãs. Sua jogabilidade tem uma complexidade na medida certa, implementando boas ideias de mecânicas. Graficamente, é um belo jogo, mas os enormes corredores vazios foram um erro bastante grave que prejudicaram essa experiência. Mesmo assim, é um jogo que vale a pena para o fã da franquia!

Feliz aniversário, Castlevania: Curse of Darkness!

Fontes: Gamerevolution e Wired

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