30 anos de Vectorman: o herói ecológico

Vectorman foi lançado no dia 24 de outubro de 1995 para Mega Drive pela BlueSky Software. Em uma época que todos já viravam suas atenções para PlayStation e Sega Saturn, o game foi um dos últimos grandes lançamentos para o console da SEGA, que ainda acreditava no potencial de seu querido 16-bits. Vectorman utilizou de uma forma muito criativa da moda do momento, os gráficos tridimensionais, e levou um evento muito surpreendente para as capacidades do Sega Genesis. Confira mais detalhes sobre game a seguir em sua análise de aniversário.

Foto da gameplay de Vectorman

História: o herói da natureza

Vectorman é um simples robô encarregado de limpar e restaurar o ambiente. Também chamado de “Orbot”, ele e outras máquinas precisam resolver todos os problemas de poluição causada pelos humanos, que abandonaram a Terra no ano de 2049. Uma missão que deveria ser simples se torna mais complexa após um dos Orbots ser contaminado por radiação e se transformar em “WarHead”, um vilão tirano que decide conquistar o mundo e impedir o retorno da humanidade.

Durante o incidente, o nosso querido Vectorman estava ausente do planeta. Ao retornar à Terra, ele se vê como a última esperança para impedir os planos de WarHead e salvar outros robôs do controle do antagonista. Toda essa interessante trama fez com que Vectorman ficasse conhecido como uma espécie de “herói ecológico”.

Jogabilidade: precisão invejável

Vectorman é um plataforma em 2D. Anda para frente e para trás, pulo normal e pulo duplo, e um botão para disparar projéteis. O jogo apresenta a possibilidade de realizar pequenas explorações pelas fases. Podemos encontrar pontos, no maior estilo arcade, esferas de vida, melhoria para a arma e power-ups especiais que podem transformar nosso robô em granada, peixe, veículos, etc. Suas ideias são ótimas, mas o elogio principal fica para a precisão de seus controles, que funcionam muito bem a todo o momento.

Talvez, o maior problema fica para o desafio que o jogo oferece. Vectorman é exigente, seus frames de invencibilidade são quase inexistentes e os inimigos, por vezes, aparecem de repente por conta da proximidade da câmera. Chefes também não são amigáveis e precisam de boas tentativas por parte dos jogadores para serem derrotados. Apesar de tudo, é muito recompensador superar cada obstáculo e avançar mais e mais.

Gráficos: o falso 3D

O que mais impressiona em Vectorman é o próprio Vectorman. A BlueSky Software utilizou de uma técnica com um sistema de sprites que animou esferas de forma separada para criar o personagem. Como resultado, o Orbot parecia tridimensional, com movimentos suaves e até efeitos de sombra e iluminação que eram muito bonitos e surpreendentes para o Mega Drive.

Em relação ao visual dos cenários e inimigos, eles não possuem a mesma grandiosidade do Vectorman, mas são muito bonitos e carregam toda a atmosfera mostrada na trama do game. Devemos, no entanto, elogiar o impecável desempenho técnico. Mesmo com tantos elementos na tela, quase não há queda de quadros, outro detalhe fantástico para um game do 16-bits da SEGA.

Música: imersão

A trilha sonora de Jon Holland lembra muito aquele techno industrial, o que combinou com o clima futurista e caótico de Vectorman. Efeitos sonoros, carregados com a sensação “robótica” também se destacam e ajudam na imersão. É verdade que não há muitas músicas realmente memoráveis, que nos dá vontade de colocar em uma playlist, mas elas estão lá para seguir uma proposta, e funcionam assim.

Conclusão

Vectorman foi uma ótima adição à biblioteca do Mega Drive. Sua jogabilidade é simples e utiliza de elementos já vistos em outros diversos jogos de plataforma 2D. Mesmo não sendo tão inovador, sua proposta encaixa perfeitamente. Contudo, é inegável que ele brilha no visual e no desempenho técnico. Vectorman foi uma ótima amostra sobre toda a capacidade do Mega Drive e como o 16-bits da SEGA ainda possuía muita lenha para queimar.

Feliz aniversário, Vectorman!

Fontes: sega-16, Nintendolife e thegameofnerds

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