25 Anos do Pouco Lembrado The Lion King: Simba’s Mighty Adventure (PS1)
The Lion King: Simba’s Mighty Adventure foi lançado para o PlayStation no dia 22 de dezembro de 2000 pela Paradox Development, que se tornaria Midway Studios Los Angeles Inc. no futuro. Enquanto muitos ainda contam histórias sobre a dificuldade elevada e carisma dos jogos do Rei Leão que chegaram ao Super Nintendo e ao Mega Drive, poucos falam a respeito de quando uma adaptação da obra da Disney chegou ao 32-bits. Triste, pois, embora não seja uma obra-prima de seu tempo, ainda foi uma justa tentativa de levar a aventura do Simba, mais especificamente dos dois filmes, “O Rei Leão” (1994) e “Rei Leão 2: O Reino de Simba” (1998), para o cenário tridimensional. A seguir, confira o review do The Lion King: Simba’s Mighty Adventure em seu aniversário de 25 anos.

Dois Filmes
Review do The Lion King: Simba’s Mighty Adventure: História
Como mencionamos antes, a narrativa de The Lion King: Simba’s Mighty Adventure cobre os dois filmes do Rei Leão, o primeiro de 1994 e sua sequência de 1998. Assim, vivemos alguns dos momentos mais icônicos da obra, como o cemitério de elefantes e a debandada de gnus, até chegarmos à fase adulta de Simba, onde ele confronta os principais vilões de ambos os filmes, Scar de 1994 e Zira de 1998. Foi uma boa ideia para acompanhar novamente a história dos dois filmes ou, simplesmente, conhecê-los para quem nunca assistiu.

Poderia Ser Mais Acessível
Review do The Lion King: Simba’s Mighty Adventure: Jogabilidade
The Lion King: Simba’s Mighty Adventure é um jogo de plataforma em 3D. Seguindo o exemplo dos jogos do Rei Leão para o Super Nintendo e Mega Drive, o Simba no PlayStation também conta com ataques como o salto sobre os inimigos, o rugido para paralisá-los e se torna mais agressivo na fase adulta. Como a maioria dos plataforma em 3D da época, temos os famosos coletáveis nas fases, que podem liberar quebra-cabeças, mini-games e até clipes dos filmes. Claro que Timão e Pumba aparecem em alguns dos bônus.
Agora, falando a respeito da movimentação e da necessidade do pulo entre as plataformas para avançar, The Lion King: Simba’s Mighty Adventure poderia ser ótimo neste quesito. Entretanto, seus controles dividiram muito as opiniões. Ou você acha os controles bons, ou acha eles pouco responsivos. A câmera também pode ser frustrante em certos momentos. Esses detalhes, muito provavelmente, fizeram The Lion King: Simba’s Mighty Adventure ser ofuscado por outros grandes nomes do gênero, como Crash Bandicoot e Rayman.

Um Pouco Vazio
Review do The Lion King: Simba’s Mighty Adventure: Gráficos
Era um risco tremendo lançar um jogo para o PlayStation no ano 2000, visto que nova geração já estava batendo à porta. Além de os jogadores já estarem se preparando para o enorme salto gráfico, eles também queriam ver o PlayStation e outros consoles de sua geração atingirem o limite de seus respectivos hardwares. Infelizmente, não foi isso que aconteceu com The Lion King: Simba’s Mighty Adventure.
Os gráficos até que são competentes, com bons modelos e animações, mas são simples demais para o ano 2000. Para piorar, faltou ambição em diversos cenários, que parecem ser praticamente vazios em certos momentos. Por isso, o ponto alto do jogo em relação ao visual fica para os vídeos com trechos reais dos filmes da Disney para contar a história entre uma fase ou outra.

A Adaptação Sonora
Review do The Lion King: Simba’s Mighty Adventure: Música
As músicas de The Lion King: Simba’s Mighty Adventure são, basicamente, as composições de Elton John e de Hans Zimmer adaptadas para o chip sonoro do PS1. O som instrumental brilha bastante nos trechos dos filmes que aparecem entre as fases, assim como as dublagens. Entretanto, durante a jogatina, o que temos é algo como “ritmo da savana”, que combina com toda a exploração que realizamos no caminho, mas se torna um pouco monótona com o passar do tempo.
Não Foi Memorável?
Review do The Lion King: Simba’s Mighty Adventure: Conclusão
A nostalgia talvez nos engane um pouco. The Lion King: Simba’s Mighty Adventure tem seu charme, mas não faz mais do que um grande número de jogos de plataforma em 3D. Poderia ter um melhor refinamento gráfico, poderia valorizar mais a experiência sonora durante a jogatina. Os trechos dos filmes são muito legais e, talvez, o ponto mais forte do jogo, ao lado dos colecionáveis. Infelizmente, era necessário fazer muito mais em 2000, com o PlayStation 2 chegando e tantos outros jogos do gênero já consolidados. Mesmo assim, é válido lembrar deste título que, mesmo com seus defeitos, tem bastante carisma.
Feliz aniversário de 25 anos, The Lion King: Simba’s Mighty Adventure!
Fontes: IGN e Neoplayerpodcast