30 Anos de Suikoden (PS1): A Saga das 108 Estrelas do Destino

Suikoden foi lançado no Japão para PlayStation no dia 15 de dezembro de 1995. Foi uma jogada arriscada por parte da Konami, visto que já havia muitas franquias de RPG já com seus respectivos espaços estabelecidos no mercado. Entretanto, Suikoden se destacou por ignorar os polígonos, abraçando o atemporal pixel art, e por focar em uma trama complexa e com profundidade em temas como política e guerra. O estilo de história, por sinal, serviria como base de toda a franquia da Konami. A seguir, confira o review do Suikoden em seu aniversário de 30 anos de seu lançamento.

Créditos: Konami

108 Estrelas do Destino

Review do Suikoden: História

Tudo acontece no Scarlet Moon Empire, um império inicialmente justo, mas que sucumbiu à corrupção devido à influência de políticos poderosos. Nosso protagonista é Tir McDohl, filho de Teo McDohl, um dos mais respeitados generais de Scarlet Moon. Após Teo ser chamado para a batalha, Tir fica sob os cuidados de amigos e servos. Nesse período, o jovem começa sua carreira militar, mas não demora muito tempo até ele perceber a corrupção crescente no império e a forma como eles oprimem a população.

Durante uma de suas missões, Tir se depara com a Rune of Life and Death, ou Soul Eater, uma das 27 runas que controlam forças sobrenaturais e podem alterar o destino do mundo. A runa é cobiçada pelos oficiais corruptos, que obrigam Tir e alguns amigos a fugirem da capital. Suas interações longe de casa o levam a ser líder de um exército que busca se rebelar contra o império.

No entanto, o cerne da história é a busca pelas 108 Stars of Destiny, 108 indivíduos que estão destinados a combater o mal. Essa ideia dos 108 aliados é inspirada no romance chinês “Margem da Água” (Shui Hu Zhuan).

Créditos: Konami

Três Sistemas Distintos

Review do Suikoden: Jogabilidade

Suikoden, a princípio, funciona como um RPG padrão, com o jogador precisando explorar os mapas, realizar tarefas e encarar batalhas, sendo random encounters ou lutas fixas para avançar na história. Tecnicamente, precisamos encontrar os 107 heróis destinados a combater o mal no império, sendo o 108° o próprio protagonista Tir que controlamos desde o início. Além de não ser necessário recrutar os 107, nem todos são jogáveis. Justificável, visto que estamos falando de um RPG por turnos que limita o nosso time na batalha a, no máximo, seis integrantes.

Falando em RPG por turnos, vamos destacar que Suikoden conta com três sistemas de batalha:

  • Combate Padrão: o primeiro sistema de batalha é a base de Suikoden, o padrão RPG de turno. Como já mencionado, o jogador pode usar até seis personagens na party, um número considerado alto se compararmos a outros jogos do gênero. Dessa forma, há um vasto espaço para criar as melhores estratégias;
  • Combate Um Contra Um: como o nome sugere, são duelos resolvidos no “mano a mano”. No entanto, há uma boa diferença para o combate padrão: os comandos. O jogador tem apenas três comandos para utilizar: Atacar, Defender e Especial, que são, basicamente, Pedra, Papel e Tesoura. É necessário ler as falas do adversário para prever o movimento dele;
  • Batalhas de Guerra: aqui já temos os confrontos em grande escala entre exércitos. Essas lutas são resolvidas em um modo de estratégia por turnos simples, onde o jogador pode controlar todas as unidades.

Outro detalhe interessante de Suikoden é que as lojas não vendem armas e são limitadas a penas a armaduras e itens. As armas são exclusivas para cada personagem e precisam ser afiadas em ferreiros continuamente. Já as magias estão presentes nas runas, e cada personagem conta com um atributo específico. É um sistema diferente e com algumas limitações para seu uso.

Créditos: Konami

Sem Polígonos

Review do Suikoden: Gráficos

No ano de 1995, os jogadores queriam ver os mundos tridimensionais na tela da televisão, mas Suikoden decidiu arriscar tudo no pixel art. O visual é lindo e colorido. Os personagens possuem um bom número de detalhes e combinam bem com os fundos pré-renderizados em 3D. O mapa do jogo, vale ressaltar, é um 3D, mas de resto, as cidades, as batalhas, tudo está na perspectiva 2D. O estilo de arte ficou lindo e é excelente até hoje. No entanto, recebeu críticas na época pelos motivos que já comentamos sobre ser o momento de transição do 2D para o 3D nos games.

Muita Emoção nos Altos e Baixos

Review do Suikoden: Música

A responsável pela trilha sonora de Suikoden foi a compositora Miki Higashino, um nome já muito conhecido pelos fãs da Konami por ter trabalhado em jogos como Gradius (1985), Yie Ar King-Fu (1985), Salamander (1986), Teenage Mutant Ninja Turtles (1989) e Contra III: The Alien Wars (1992). Entre as trilhas que se destacam em Suikoden, Forgotten Days, Moonlit Night e o tema principal.

O Poder da Amizade

Review do Suikoden: Conclusão

Suikoden se chama a atenção por não focar apenas no herói e fazer o jogador ser recompensado por ver seu grupo se expandir mais e mais, até alcançar o mágico número 108. Sua narrativa política foi bastante madura e a ideia dos sistemas de combate foi muito criativa. Somado à qualidade gráfica e musical, era certeza de que ali se iniciava mais uma amada franquia de RPG.

Feliz Aniversário de 30 anos, Suikoden!

Fontes: GamingHistory101 e RPGfan

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