25 Anos de Pokémon Crystal: A Edição Definitiva de Johto

Pokémon Crystal foi lançado no Japão para Game Boy Color no dia 14 de dezembro de 2000 pela Game Freak. Ele não era um jogo totalmente novo. Na verdade, tratava-se da versão definitiva da região de Johto que buscou aprimorar tudo o que os jogadores conheciam sobre Pokémon Gold & Silver (1999). O resultado, levando em consideração o jogo em si, foi espetacular, embora as vendas não tenham refletido na qualidade do game. Mas, por que Pokémon Crystal foi um jogo tão amado? Era realmente necessária uma edição definitiva da região de Johto? Tudo isso você confere a seguir no review do Pokémon Crystal em seu aniversário de 25 anos.

Review do Pokémon Crystal
Créditos: Game Freak

Um Novo Mundo de Aventuras!

Review do Pokémon Crystal: História

Neste review do Pokémon Crystal, você verá que a trama tem a mesma base apresentada em Gold & Silver. Para começar, o protagonista tem a opção inédita de ser feminino, um detalhe que seguiria para os próximos jogos da franquia da Game Freak. Podemos escolher entre o menino Ethan ou a menina Kris. O jogador acompanha a jornada se tornar o campeão da Liga Pokémon de Johto, mais uma vez coletando as oito insígnias de ginásio. Repetem-se também os confrontos contra a Equipe Rocket, que busca se reerguer após sua queda em Kanto nos eventos de Pokémon Red & Blue.

Pokémon Crystal se diferenciou ao focar no Pokémon Suicune e no misterioso personagem Eusine, um pesquisador obcecado pelo lendário felino. Suicune passa a ser peça central na trama, culminando em um encontro fixo e épico na chamada Bell Tower. Vale lembrar que o game manteve o conteúdo pós-jogo que libera o jogador a revisitar Kanto, batalhar contra os líderes de ginásio e encarar o épico desafio contra Red, protagonista de Pokémon Red / Blue, em Mt.Silver.

Créditos: Game Freak

A base com melhorias

Review do Pokémon Crystal: Jogabilidade

Pokémon Crystal permanece com o sistema de RPG por turnos inalterado. A base é a mesma vista em Pokémon Red & Blue e Pokémon Gold & Silver, com o jogador e o inimigo precisando aguardar sua vez para atacar. Pokémon Crystal optou apenas por levar algumas melhorias para conceder aos jogadores mais recursos e mistérios para explorar. A grande adição é a Battle Tower, um local competitivo e estruturado para os jogadores testarem suas habilidades contra NPCs sem restrições da Liga Pokémon. Um detalhe específico da versão japonesa, que faz o aniversário de 25 anos, é que a Battle Tower só podia ser acessada via Mobile Adapter GB, um periférico que conectava o Game Boy Color ou Game Boy Advance no celular para acessar a rede. A necessidade do periférico foi retirada na versão ocidental, que deixa a Battle Tower liberada.

Pokémon Crystal também levou alguns ajustes a certas áreas e consertou glitches que haviam em Pokémon Gold & Silver. Vale ressaltar que a versão definitiva também possuía mais Pokémon para serem explorados, visto que havia monstrinhos exclusivos para Gold e para Silver, como manda a cultura da franquia. De uma forma geral, foi uma experiência superior, com um melhor balanceamento e que levou os jogadores a aproveitarem mais toda a mística de Johto.

Créditos: Game Freak

Boas otimizações visuais

Review do Pokémon Crystal: Gráficos

A arquitetura de Pokémon Crystal, de uma forma geral, é a mesma de Gold & Silver. Entretanto, ano de 2000 já era o auge do portátil da Nintendo, e a Game Freak fez o possível para otimizar sua versão definitiva. Para começar, temos a paleta de cores, que foi utilizada de uma forma muito mais eficaz ao ponto de destacar tanto o sprites dos Pokémon como todo o cenário de Johto. No entanto, o grande destaque ficou para as animações dinâmicas, que eram simples, mas já demonstravam o que o futuro reservava. Por exemplo, adicionava muita personalidade ver os Pokémon fazendo um leve movimento, um balançar de cabeça ou um breve ataque, antes de iniciar uma batalha.

Créditos: Game Freak

A sutileza no som

Review do Pokémon Crystal: Trilha Sonora

Pokémon Crystal não regravou completamente a trilha sonora, mas concedeu algumas melhorias em relação a Gold & Silver. Isso, porque a versão definitiva foi feita para o sistema do Game Boy Color, que conta com uma capacidade de áudio mais avançada em relação ao Game Boy, levando uma qualidade de som mais limpa. Apesar disso, a experiência sonora não se diferenciou tanto de Gold & Silver, mantendo o mesmo estilo aventureiro perfeito para a região de Johto.

Review do Pokémon Crystal: Conclusão

Qualquer review do Pokémon Crystal indica que o game não uma versão qualquer visando arrancar o dinheiro do fã. O game corrigiu muitos dos erros de Gold & Silver e ainda refinou aquilo que já funcionava, com destaque para a implementação de Suicune como parte da trama central. A adição da Battle Tower foi um grande agrado, apesar de no Japão haver a necessidade de um periférico interessante, mas á frente em excesso de seu tempo. Gráficos com as animações nas batalhas também concederam uma personalidade única e a base para futuros jogos da franquia. Um espetáculo!

Feliz aniversário de 25 anos, Pokémon Crystal!

Fontes: Nintendo Life, IGN e 8bitbongo

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