35 Anos de MUSHA: Robôs Gigantes, Sci-Fi e Japão Feudal
MUSHA, Musha Aleste ou M.U.S.H.A (Metallic Uniframe Super Hybrid Armor), foi lançado no dia 21 de dezembro de 1990 no Japão para Mega Drive. Como o nome no Japão, “Musha Aleste”, sugere, o game faz parte da série “Aleste” da Compile, que conta com títulos como Aleste Gaiden (MSX2), GG Aleste (Game Gear) e Super Aleste (Super Nintendo). MUSHA coloca o jogador no controle de um Mecha, ou robô gigante, para se desafiar em um game no clássico estilo vertically scrolling shooter, ou “jogo de nave na vertical”. É um caso curioso de jogo que foi um pouco ignorado na época de seu lançamento, mas que adquiriu uma excelente reputação ao longo das décadas. Seria sua bela estética de ficção científica com Japão Feudal? Vamos ver agora no review do MUSHA em seu aniversário de 35 anos.
A Piloto de Elite
Review do MUSHA: História
A protagonista de Musha é Terri, uma piloto de elite que comanda o mecha M.U.S.H.A (Metallic Uniframe Super Hybrid Armor). A história tem até um pouco de profundidade, levando em consideração que não é o foco de um shoot’em up. Entretanto, vale ressaltar que há pequenas diferenças entre a versão japonesa, que é aquela que faz 35 anos hoje, e a localização lançada no ocidente em fevereiro de 1991:
- História de Musha Aleste (Japão): No século XCI (91), a humanidade construiu colônias espaciais e se transferiu para o espaço. No entanto, o sistema de controle ambiental do grupo de colônias “Little Japan“, que era localizado no lado oposto da lua LaGrange 2, desligou de forma repentina. Dessa forma, seu núcleo, o supercomputador Dire 51, começou a atacar os humanos, focando tanto em Little Japan como em outras colônias. Dire 51 foi coletando recursos em seus ataques para expandir suas colônias. Nenhuma conclusão foi encontrada para explicar o erro de funcionamento em Dire 51, que inicia o ataque contra a Terra. A única solução foi enviar para a batalha a unidade MUSHA, que conta com nossa protagonista Terri como uma das integrantes;
- História de MUSHA (América do Norte): No ano de 2290, a humanidade se espalha pelo Sistema Solar com colônias em diversos planetas, luas e em todos os pontos de LaGrange. Os problemas começam na Lagrange do lado oposto da lua, chamada de Lagrange Gama, que estava equipada com o computador inteligente e com o sistema mais avançado já visto até então, o Dire 51. A inteligência do supercomputador, no entanto, era demais para o próprio bem da Terra, e não demorou até o Dire 51 assumir o controle da Lagrange Gama e decidir se tornar o governante de todo o Sistema Solar. O sistema desenvolveu uma perigosa armadura totalmente equipada e iniciou seu ataque à Terra. No final, apenas a equipe Musha, que conta com a protagonista Terri, poderia lutar em pé de igualdade contra o Dire 51.
Powerups e Drones
Review do MUSHA: Jogabilidade
Não há muito mistério em relação à jogabilidade de Musha: um vertically scrolling shooter, jogo de nave com rolagem na vertical e subgênero do shoot’em up. Nós temos a nossa nave, o MECHA Musha, e precisamos voar na vertical atirando em todos os inimigos que aparecem na nossa frente e desviando dos diversos projéteis na tela. Falando em desviar, Musha conta com a possibilidade de mudar a velocidade do robô gigante, bastando apenas apertar “Start” e modificá-la. É uma opção excelente para o jogador escolher seu próprio estilo de jogo.
Para atacar, temos o tiro padrão do robô Musha, que pode ser potencializado durante a jornada. Hora de falarmos dos powerups e dos drones:
- Powerups: Ao coletar os “Power Chips”, o jogador pode melhorar o disparo padrão. Ao mesmo tempo, temos as “Special Weapons”, que podem ser um laser verde, bombas e um escudo azul. Essas armas especiais podem ser potencializadas também, desde que o jogador pegue a arma que está usando no momento. Além disso, uma “Special Weapon” também conta como uma “barra de energia”. Se o jogador é atingido, ele não perde uma vida, mas perde a arma especial que está utilizando;
- Drones: Os Power Chips também podem conceder pequenas naves que acompanham o mecha e disparam projéteis. É possível ter, no máximo, dois drones por vez. Eles contam com muita estratégia, pois é possível mudar o comportamento dos drones, alterando a forma como eles atiram e se movimentam. Também podemos acumular os drones, deixando-os guardados para utilizá-los caso um drone na tela seja destruído.
No geral, Musha é considerado um jogo bastante acessível para novatos no gênero, mas, ao mesmo tempo, extremamente punitivo, pois uma morte e uma parte avançada do jogo pode colocar o jogador em uma situação irreversível. Ao todo, são sete fases, cada missão com seu nome e nomes de mid-boss e boss bem definidos. Veja na tabela abaixo:
| Fase | Nome | Mid-Boss | Boss |
| 1 | Stop the Enemies Mobile Fortress | Ichiro Serizawa Dire 51 | Ikakaro |
| 2 | Destroy the Mobile Fortress Core | Araki | Hainoue |
| 3 | Destroy the Enemies Secret Weapons | Kabuki Z | Kabuki Z |
| 4 | Intercept the Airspace Invaders | Yukiwaru MK-4 | Yukiwaru MK-5 |
| 5 | Attack the Enemy Supply Ships | Utsonomiya Dire 51 | Utsunomiya |
| 6 | Pursue the Enemy Battleship | Kirirasame | Dire 51 |
| 7 | Attack the Enemy Headquarters | Blue Guard e Red Guard | Ayano Kouji e Dire 51 |
Elevando o Nível do Mega Drive
Review do MUSHA: Gráficos
Neste review do Musha, vimos as críticas em relação ao Musha foram mistas, mas se teve um quesito elogiado quase que com unanimidade foi os gráficos. Crítica e os jogadores falaram de forma muito positiva dos enormes sprites, os efeitos das explosões e o ótimo design oriental, destacando uma arquitetura do Japão feudal que combinou perfeitamente no cenário de ficção científica. No entanto, um ponto acabou se destacando entre os demais: o extenso e ótimo uso de Parallax Scrolling. Essa técnica coloca múltiplas camadas de fundo se movendo em velocidades diferentes, criando uma incrível sensação de profundidade. Visualmente, Musha é um dos jogos mais belos do 16-bits da SEGA.
Heavy Metal
Review do MUSHA: Música
A trilha sonora de Musha foi composta por Toshiaki Sakoda (Alien Crush, Aleste Gaiden, Aleste 2), que buscou levar ao game uma música próxima do estilo heavy metal. Sakoda teve que encarar a limitação de trabalhar apenas com quatro canais de sons e ainda precisou mudar o estilo na reta final do desenvolvimento por conta do desejo da Compile de levar um estilo mais japonês para a música. No final, o resultado da trilha sonora de Musha foi bastante positivo, com destaque para músicas como “Fullmetal Fighter“, “Galvanic Gear” e “For The Love Of“.
Conclusão
Review do MUSHA: Conclusão
Não é nada surpreendente que Musha tenha conquistado seu espaço no Nintendo Switch classics logo na primeira leva de jogos de Mega Drive em 2021. É um shoot’em up bastante único, com boa música e excelentes visuais para a época. Caso você nunca tenha jogado o game ou teme o gênero de “jogos de nave”, dê uma chance para Musha. Embora seja considerado punitivo, ele não é tão injusto quanto outros jogos do gênero na época. É uma parada obrigatória para os fãs de um bom game clássico!
Feliz aniversário de 35 anos, MUSHA!
Fontes: NintendoLife e Honestgamers