30 Anos de Mega Man X3: Liberdade para o Zero

Mega Man X3 foi lançado para o Super Famicom pela Capcom no dia 1° de dezembro de 1995. Além de ter sido o último jogo da franquia a ser lançado para o 16-bits da Nintendo, o game também se destacou muito por, finalmente, tornar Zero um personagem jogável, antes de ele se consolidar de uma vez por todas em Mega Man X4 (1997). Lançado posteriormente para PlayStation e Sega Saturn, Mega Man X3 foi uma espécie de ponte que levou a série do estilo clássico do SNES para as narrativas mais complexas que marcaram a era dos 32-bits. A seguir, confira o review do Mega Man X3 em seu aniversário de 30 anos.

Créditos: Capcom

A Utopia dos Reploids

Mega Man X3 inicia mostrando o universo em uma época de paz graças ao Dr. Doppler, um Reploid cientista que desenvolveu o Doppler Sigma, a cura para o Vírus Sigma. Entretanto, após esse rápido período de paz, Doppler sucumbe à infecção e acaba se tornando líder de uma nova revolta Maverick. A Doppler Town, cidade utópica para os Reploids, se torna o epicentro de uma nova guerra.

Assim, X e Zero voltam à luta para impedir que Dr. Doppler espalhe o vírus novamente. A trama envolve o retorno do clássico vilão Vile e, principalmente, um crucial papel de Zero na história, que basicamente introduz mais detalhes sobre seu passado misterioso e seu destino.

Créditos: Capcom

Zero e Festa de Upgrades

O grande destaque de Mega Man X3: Zero jogável. Ele pode ser jogado em quase todas as fases, salvo por chefes de fase e chefes finais. No entanto, há um detalhe muito importante: se ele for derrotado, fica indisponível para o resto do jogo. Como esperado, ele é focado em ataques corpo a corpo com o Z-Saber, um contraste do X, cujo foco segue sendo ataques à longa distância com o X-Buster. Mas, não é só isso; o jogo foi um pouco mais além no quesito exploração também, abrindo o espaço para certas tarefas, opcionais ou não.

Esse detalhe envolve a decisão da Capcom de colocar o maior número de upgrades da trilogia do SNES. X pode coletar as partes da Max Armor, além dos Sub-Tanks e Heart Tanks já conhecidos pelos jogadores, e o Hyper Chip, um poderoso upgrade secreto. Temos também quatro variantes de Ride Armor, aqueles “robôs” controláveis popularizados pelo Vile, e até um chefe opcional.

Créditos: Capcom

Pequenas Diferenças

O salto gráfico do Mega Man X2 para o Mega Man X3 não foi gritante, mas ele existiu. Os sprites de X e de Zero são, sim, mais detalhados e animados aqui. Ficou evidente também um uso mais inteligente dos efeitos de parallax scrolling (algo como “rolagem de fundo”) para criar uma sensação de profundidade e complexidade aos cenários coloridos. No caso do PlayStation e do Sega Saturn, o jogo contou até com animações de abertura e de encerramento com um visual de anime que se tornaria o padrão da série a partir do Mega Man X4.

Créditos: Capcom

Simplesmente, Mega Man X

Mega Man X já é conhecido por seu estilo musical que combina com a ação frenética de seus jogos, e foi assim com Mega Man X3. A composição teve como responsável a japonesa Kinuyo Yamashita, muito famosa pelo seu trabalho em Castlevania (1986), da Konami. Já as versões remixadas para os CDs de PlayStation e Sega Saturn tiveram como responsáveis Yoshino Aoki (Breath of Fire III e IV, Mega Man Battlenetwork 2, 3 e 6) e Makoto Tomozawa (Mega Man 7, Mega Man Legends). Um espetáculo!

Conclusão

Mega Man X3 tinha a difícil missão de encerrar a trilogia no Super Nintendo e conseguiu, sendo um final digno e bastante expansivo. A estreia de Zero como personagem jogável e a forma como recompensa a exploração dos jogadores mais dedicados marcaram positivamente o game. Podemos dizer que ele pavimentou a estrada para o amadurecimento da franquia que viria a ocorrer em Mega Man X4. Sua missão foi concluída com sucesso!

Feliz aniversário de 30 anos, Mega Man X3!

Fontes: NintendoLife e Games With Toasty

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