20 Anos de Kingdom Hearts II: A Magia da Disney e da Square
Kingdom Hearts II foi lançado no Japão pela Square Enix no dia 22 de dezembro de 2005 para o PlayStation 2. A fusão improvável entre o universo de Final Fantasy com a magia da Disney criou uma experiência incrível e fez com que Kingdom Hearts II fosse uma sequência aguardada ao ponto de vender milhões de cópias em tempo recorde na época. Boa parcela do sucesso se deu pelo trabalho impecável do já veterano e renomado diretor Tetsuya Nomura, que trabalhou em diversos jogos da franquia Final Fantasy, além de Chrono Trigger, Super Mario RPG, Parasite Eve entre muitos outros. A seguir, confira o review do Kingdom Hearts II em seu aniversário de 20 anos.

Roxas, Sora, Organization XIII e Mais
Review do Kingdom Hearts II: História
A história de Kingdom Hearts como um todo pode exigir bastante da atenção do jogador durante a jogatina, pois ela é um pouco mais complexa do que todos imaginavam. Originalmente, os eventos de Kingdom Hearts II se passavam após os acontecimentos de Kingdom Hearts: Chain of Memories (2004), jogo lançado para o Game Boy Advance. Entretanto, em 2009, foi lançado para o Nintendo DS Kingdom Hearts 358/2 Days, que tem seus eventos ocorrendo entre Chain of Memories e Kingdom Hearts II. Como já mencionamos, é uma história que pode ser bastante confusa, mas com um pouco de esforço a gente começa a entender.
Kingdom Hearts II inicia com Roxas, o “Nobody” do protagonista Sora. Mas, o que seria um nobody? Também não é tão simples assim de explicar. Em resumo, são cascas vazias, o corpo e a alma deixados para trás de uma pessoa que perdeu seu coração para a escuridão e se tornou um Heartless. São seres que, teoricamente, não existem, mas retém memórias e podem desenvolver novos corações. Geralmente, eles aparecem como servos ou membros poderosos da Organization XIII.

Sora, Pateta (Goofy) e Donald estiveram adormecidos no último ano para que pudessem recuperar suas memórias perdidas. Roxas está preso em uma simulação de Twilight Town que foi criada pelo complexo personagem DiZ. O objetivo de DiZ é fundir Roxas com seu “eu original” e, assim, restaurar o poder de Sora. A Organization XIII tenta impedir que isso ocorra, mas Roxas consegue evitá-los e se fundir com Sora, ao mesmo tempo que Donald e Pateta despertam também.
Após este longo prólogo, o trio inseparável encontra com o Rei Mickey e Yen Sid. Eles enviam os três a uma jornada para encontrar Riku e descobrir os planos da Organization XIII. No caminho, eles passam por icônicos mundos da Disney, como Mulan, Piratas do Caribe e Hércules, até encontrarem Xemnas, o verdadeiro antagonista e “final boss” em Kingdom Hearts II.

Um Action RPG de Muito Respeito
Review do Kingdom Hearts II: Jogabilidade
Aqui está um dos pontos mais elogiados de Kingdom Hearts II. Seu estilo de gameplay envolve elementos de Action RPG e hack’n slash, tudo na perspectiva em terceira pessoa e o combate ocorrendo em tempo real. É semelhante ao Kingdom Hearts (2002), mas com muitos refinamentos e melhorias, como na câmera, um dos elementos mais criticados no game de 2002. Kingdom Hearts II, teoricamente, é um jogo com a história principal bastante linear e contada por cutscenes, mas o conteúdo que existe no jogo é imenso ao ponto de beirar o impossível o jogador não se interessar em explorar cada side-quest e mistério extras que existem em cada canto. Afinal de contas, quem não gostaria de se desafiar na temida Hades Paradox Cup ou encarar o chefe opcional Sephiroth, de Final Fantasy VII?
A base de Kingdom Hearts II é o hack’n slash, com o jogador podendo atacar no corpo a corpo os inimigos com a “Keyblade” de Sora. Ao mesmo tempo, temos um menu no canto inferior esquerdo, o “Commands”, que nos possibilita a usar magias, itens, entre outros. Destacam-se as “Drive Forms“, que faz com que Sora se funda com seus aliados para adquirir uma forma temporária, mais poderosa e com um estilo de luta e movimentação diferentes. Já no menu principal, ainda podemos escolher as magias de ação ou de suporte, baseadas na quantidade de AP que possuímos.

A grande novidade em Kingdom Hearts II ficou para os “Reaction Commands“. Eles trouxeram um grande dinamismo para as batalhas com suas funções de criar combos contextuais, finalizações belas e até bloqueios, tudo com o apertar de um botão. Não vamos esquecer do “Gummi Ship”, as sequências de nave que sofreram uma evolução absurda em relação ao Kingdom Hearts (2002) e se tornaram uma parte bastante divertida em Kingdom Hearts II.

Disney Fantasy
Review do Kingdom Hearts II: Gráficos
Os gráficos de Kingdom Hearts II são espetaculares. Sua temática visava capturar o inconfundível estilo da Disney, e fez isso com muita competência ao mesmo tempo que não se esquecia dos traços de Final Fantasy. A criatividade foi às alturas também em certos mundos com temáticas mais específicas, como o visual preto e branco do Steamboat Willie e a estética um pouco mais realista de Port Royal dos Piratas do Caribe. Um espetáculo que envelheceu como um bom vinho.

Do Épico ao Emocional
Review do Kingdom Hearts II: Música
Kingdom Hearts II ficou conhecido pela trilha sonora que varia entre o épico e a emoção de momentos mais dramáticos. A principal compositora foi Yoko Shimomura, um nome de enorme relevância na Square Enix, tendo trabalhado em jogos como Front Mission (1995), Super Mario RPG (1996), Parasite Eve (1998) e Legend of Mana (1999), antes de partir para sua jornada na franquia Kingdom Hearts. Destacou-se também a colaboração da cantora Hikaru Utada, que contribuiu com canção “Sanctuary” em Kingdom Hearts II.
É alto o número de músicas de destaque em Kingdom Hearts II, o que mostra bem o talento e genialidade de Yoko Shimomura. Além da própria Sanctuary, podemos citar “Dearly Beloved“, “The Corrupted“, “Sinister Shadow“, “The 13th Dilemma“, “A Fight to the Death” e “Darkness of the Unknown“.
Uma Obrigatória Viagem
Review do Kingdom Hearts II: Conclusão
Difícil pensar em PlayStation 2 sem pensar em Kingdom Hearts. Para muitos, Kingdom Hearts II segue sendo o melhor jogo da franquia até hoje, graças, em especial, aos espetaculares personagens, heróis ou vilões, e as épicas lutas contra os chefes. O jogo ganhou ainda mais relevância graças ao lançamento da reedição Kingdom Hearts II Final Mix (2007), que adicionou muito conteúdo novo e melhorou uma experiência que já era obrigatória para qualquer dono de PlayStation 2.
Feliz aniversário de 20 anos, Kingdom Hearts II!