30 Anos de Guardian Heroes: o épico beat’em up do Sega Saturn
Guardian Heroes foi lançado no dia 26 de janeiro de 1996 pela Treasure para o Sega Saturn. Trata-se de um beat’em up que se destacou pela alta qualidade em seus sprites 2D que rodava em um mundo em 3D. O resultado foi um jogo belíssimo e que foi capaz de mostrar para o mundo que o Sega Saturn era o console definitivo quando os atemporais sprites entravam em cena. Mas, o game era apenas belo ou realmente divertiu muito os jogadores? A seguir, confira o review do Guardian Heroes em seu aniversário de 30 anos!

Complexidade
1. Review do Guardian Heroes – História
Jogadores que viam o estilo do jogo podiam imaginar que sua história seria algo simples de heróis, mas a verdade é que ela é um pouco mais profunda, com todo um enredo trabalhado sobre um ser supremo que criou o universo para encontrar grandes guerreiros e sobre batalhas entre Earth Spirit e Sky Spirits. Há toda a problemática dos humanos sendo traídos e ficando sem magias, a Era da Espada, antigos governantes caindo, guerras políticas. Enfim, é uma trama complexa, mas para o jogador, tudo só começa de verdade quando quatro aventureiros, Han, Randy, Nicole e Ginjiro, encontram a Sword of the Valiant Warrior, uma espada lendária e com uma profecia envolvida.
A descoberta da espada significaria a queda de um reino controlado por fantoches e governado por Kanon, um mago humano. Tanto que os quatro iniciaram uma fuga desesperada devido aos Black Knights que avançaram para atacá-los. Ainda por conta da espada, o quarteto ressuscitou um antigo guerreiro que passou a lutar do lado deles, iniciando uma rebelião contra o reino. Depois disso, Guardian Heroes se ramifica em múltiplos finais narrativos, sendo muitos deles tão complexos quando a introdução à história.

Quase um jogo de luta
2. Review do Guardian Heroes – Jogabilidade
Guardian Heroes é considerado um beat’em up, ou “briga de rua“, com elementos de RPG. Entretanto, diferentemente de outros títulos conhecidos do gênero, como Streets of Rage e Final Fight, o jogo introduziu um sistema de “rotas”, onde o jogador pode alternar entre três rotas durante o combate. E falando em combate, os personagens possuem uma vasta lista de comandos dignos de um jogo de luta como Street Fighter. Até a famosa “meia-lua” é necessária para lançar certas habilidades no game.
Em relação aos elementos de RPG, eles são mostrados já durante a jogatina, quando adquirimos pontos de experiência nas fases. Com eles, podemos melhorar nossos personagens com seis atributos: Força, Vitalidade, Inteligência, Proteção Mental, Agilidade e Sorte. Sem surpresas, a escolha do atributo para focar depende do personagem que você escolhe. Isso era mais uma grande adição para um jogo que já possuía um estilo único e muito divertido.

Um charme atemporal
3. Review do Guardian Heroes – Gráficos
Mesmo aqueles que não são grandes fãs de Guardian Heroes concordam que o jogo tem uma personalidade de tirar o fôlego. Os personagens apresentam um estilo de anime desenhado à mão e que são cheios de carisma. Não são traços genéricos; vemos um trabalho que se destaca entre tantos outros títulos na época. Provavelmente, é aqui que mora o ponto mais elogiado de Guardian Heroes. Heróis, inimigos, cenários, tudo é muito belo até hoje, um estilo lindo e atemporal!

Um som de pouco destaque?
4. Review do Guardian Heroes – Música
A trilha sonora de Guardian Heroes foi composta nomes como Katsuhiko Suzuki, que já tinha créditos em alguns jogos de Mega Drive, como Dynamite Headdy e McDonald’s Treasure Land Adventure. Infelizmente, a música de Guardian Heroes não é um quesito que podemos chamar de “atemporal” como seus gráficos. Funciona para a proposta do jogo, mas está longe de ser memorável. Entre as músicas presentes, podemos destacar nomes como Fighters of Pain, Jazzy Sabotage e, aquela que na minha opinião tem a maior qualidade, Shuffler in the Dark, que poderia ter uma duração um pouco maior; seu saxophone é ótimo!
Vale a pena?
5. Review do Guardian Heroes – Conclusão
Sim! Como falamos em outros momentos durante o review do Guardian Heroes, o jogo é atemporal. Embora eu considere a música um ponto razoável e o que faltou para elevar muito o patamar do título, não há como negar que a Treasure acertou em cheio nos outros quesitos. É um game lindo e divertido. Entretanto, é bom lembrar que é um daqueles jogos que podem afastar aqueles atraídos por sua beleza e que encontram um estilo de gameplay que não os agrada. Mesmo assim, temos aqui um título épico dos anos 90 e um dos gigantes que definiam o Sega Saturn.
Feliz aniversário de 30 anos, Guardian Heroes!
Fontes: IGN e Gametripper