30 Anos de Dragon Quest VI: O Real e o Sonho

Dragon Quest VI: Maboroshi no Daichi foi lançado no Japão no dia 9 de dezembro de 1995 pela Heartbeat para o Super Famicom. No ocidente, o jogo ficou conhecido como Dragon Quest VI: Realms of Revelation na localização para Nintendo DS de 2011. O sexto título da aclamada franquia de JRPG foi lançado já nos últimos momentos da era 16-bits e se destacou por ser muito ambicioso e por expandir seu sistema de classes a outro nível. Também chamou a atenção o fato de ele ter vendido absurdas 3,2 milhões de cópias na época, mesmo sendo considerado bastante caro em seu lançamento e sendo exclusivo do Japão. A seguir, veja mais detalhes no review do Dragon Quest VI: Maboroshi no Daichi em seu aniversário de 30 anos.

Review do Dragon Quest VI
Créditos: Heartbeat

Realidade e Ilusão

A história de Dragon Quest VI começa já com muita ação, com o Hero, Carver e Milly atacando a fortaleza de Murdaw e sendo derrotados no processo. O protagonista, então, acorda em sua vila natal e com poucas lembranças do ocorrido. A trama trata da existência de dois mundos interligados e paralelos: o Real World (Mundo Real) e o Dream World (Mundo dos Sonhos). Hero, a princípio, só existe no Mundo Real, enquanto seus amigos e o herói do Mundo dos Sonhos são como “fantasmas” que não podem ser ouvidos.

Toda a aventura se desenrola à medida que o grupo vai descobrindo a conexão entre os dois mundos, levando-os a uma busca para recuperar as verdadeiras identidades, que foram perdidas ou roubadas. É uma narrativa fragmentada em pequenos arcos e que foca na conclusão de missões em ambos os mundos para que a história principal avance. Descobre-se, por exemplo, que Murdaw é apenas uma parte de um mal muito maior chamado Mortamor.

Créditos: Heartbeat

O Sistema de Vocações

Dragon Quest VI é um JRPG em sua essência e com a fórmula base da franquia: visão top-down, encontro aleatórios, batalhas por turnos, entre outros. O game utiliza do mesmo sistema de classes que o Dragon Quest III (1988), mas com um marcante aprimoramento: a possibilidade de os personagens mudarem suas classes ou vocações livremente. O sistema também criava um esquema de evolução, onde evoluir determinadas classes iniciais fazia com que um novo patamar de classe fosse revelado. Isso incentivou muito os jogadores a se dedicarem em criar as melhores combinações possíveis em seu grupo:

Vocações BásicasCombinação de Vocações MasterizadasVocação Híbrida
WarriorWarrior e Martial ArtistGladiator
MageMartial Artist e PriestPaladin
Martial ArtistPriest e MageSage
PriestGadabout e DancerLuminary
ThiefMerchant, Monster Master e ThiefRanger
MerchantWarrior e MageArmamentalist
GadaboutGladiator, Sage e LuminaryHero
Dancer
Monster Master

Além da navegação normal, o jogador pode explorar tanto o Mundo Real como o Mundo dos Sonhos. Isso significa que, por vezes, um problema que existe em um mundo só terá sua raiz ou solução no outro mundo. O jogador pode usar de veículos especiais para realizar as explorações e ter a oportunidade de desvendar inúmeros segredos. Dragon Quest VI também apresenta conteúdo opcional, o que aumenta, e muito, o fator replay.

Créditos: Heartbeat

Excelentes Visuais, mas…

Dragon Quest VI sofreu um pouco com o contexto na época. Graficamente, era bonito, principalmente quando falamos a respeito das excelentes animações de combate e um enorme número de detalhes nos cenários. Entretanto, na mesma época, tínhamos Chrono Trigger, Final Fantasy VI e, principalmente, Tales of Phantasia, jogos espetaculares que souberam usar melhor o poder do Super Famicom. Não significa, obviamente, que Dragon Quest VI é um jogo “feio”; apenas que não surpreendeu pelos gráficos.

Créditos: Heartbeat

Som Repetitivo?

A trilha sonora de Dragon Quest VI é, de uma forma geral, sólida. Há ótimos temas que complementam a atmosfera mais sombria do enredo. Foi, de fato, um excelente trabalho do saudoso Koichi Sugiyama, em especial com os temas de batalha e do mundo aberto. A única crítica mais frequente em relação à trilha sonora de Dragon Quest VI está relacionada à variedade. Como há poucas trilhas, e o jogo é bastante longo, chega um momento em que tudo se torna um repetitivo.

Conclusão

Dragon Quest VI: Maboroshi no Daichi apresentou grandes ambições em relação à história, com toda a fascinante trama sobre identidade e dualidade dos mundos. O sistema de vocações também foi de um grande agrado e trouxe uma profundidade enorme e que não havia sido vista na franquia até então. Demorou para chegar ao ocidente, mas chegou para finalizar a “Trilogia Zenithia” em 2011. Tem seus defeitos, mas não há como negar que estamos falando de um dos grandes clássicos do 16-bits da Nintendo.

Feliz aniversário, Dragon Quest VI: Maboroshi no Daichi!

Fontes: Honest Gamers e Snes Central

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