Aniversário Indie #2: Review do Darkest Dungeon (10 anos)

Darkest Dungeon está completando 10 anos neste dia 19 de janeiro de 2026. Desenvolvido pela Red Hook Studios, o RPG tático e Roguelike chamou muita a atenção por ser um desafio enorme para os jogadores, com uma dificuldade que beirava o injusto. Por sinal, desta dificuldade surgiram mecânicas muito criativas e que combinavam com a atmosfera gótica no game. Seu sucesso foi grande ao ponto de a Red Hook Studios lançar a sequência Darkest Dungeon II em 2023. A seguir, relembre mais sobre este icônico jogo independente na review de Darkest Dungeon em seu aniversário de uma década.

Review do Darkest Dungeon
Créditos: Red Hook Studios

Herança Maldita

1. Review do Darkest Dungeon – História

Darkest Dungeon, como a maioria dos jogos Roguelike, não oferece uma história complexa, visto que o foco do jogo está em outras característica. Ainda assim, existe um enredo, que envolve um ancestral do protagonista, um nobre ambicioso que escavou as catacumbas abaixo da mansão da família em busca de segredos. Entretanto, ele se arrependeu amargamente após liberar criaturas monstruosas na mansão e na cidade de Hamlet. Então, o “inteligente” do ancestral, decide que seu herdeiro, o jogador, precisa corrigir seus erros. Para piorar, esse antepassado ainda aparece durante a jogatina, uma jornada nada agradável para os nossos “heróis”.

Créditos: Red Hook Studios

Gestão Diferente

2. Review do Darkest Dungeon – Jogabilidade

A jogatina de Darkest Dungeon é cruel como sua ambientação. Tudo acontece como um RPG de turnos, com as batalhas sendo realizada em um belo plano 2D e com um grupo com quatro integrantes. A gameplay até parece, na medida do possível, simples, mas temos um detalhe que torna o jogo bastante único: a barra de estresse. Darkest Dungeon sempre lembra que seus heróis são humanos frágeis que podem desenvolver doenças, ficarem paranoicos, sentirem medo em excesso. Por vezes, é necessário levar seu grupo para descansar, visando curá-los e diminuir os traumas das batalhas contra as aberrações.

Caso você não controle o estresse, o grupo pode começar a agir por conta própria e prejudicar a missão. Lembrando que falamos de um Roguelike, onde a morte é permanente. Saber como lidar com esses detalhes e até recuar, mesmo quando isso significa perder as recompensas, é crucial para avançar em Darkest Dungeon. É um jogo extremamente punitivo, ainda mais com o RNG das dungeons procedurais, e que não tem pena alguma do jogador, nos levando até a sacrificar os próprios companheiros de guerra para cumprir o objetivo.

Créditos: Red Hook Studios

A Beleza do Traço

3. Review do Darkest Dungeon – Gráfico e Música

O visual de Darkest Dungeon é muito chamativo e encaixa perfeitamente com sua proposta gótica e “lovecraftiana“. É interessante que a técnica da Red Hook Studios utiliza de poucos quadros de animação, mas que funciona muito bem com movimento de paralaxe para transmitir ótimos efeitos de ação. Somado a isso, a temática toda é vista nos designs dos personagens principais e dos monstros em geral, que contam com muitas variações. Chefes são o destaque, o ápice da forma como eles renderizaram o estilo artístico que eles propuseram.

Créditos: Red Hook Studio

A beleza sonora também está presente. Os golpes no geral, como ataques de martelo e disparos de flecha, tudo em um tom muito visceral. O zoom da câmera após um crítico com o som aumentando a sensação de impacto também foi uma ótima decisão. Para a trilha sonora, o compositor Stuart Chatwood, famoso pelo trabalho na franquia Prince of Persia nos anos 2000, entregou um trabalho memorável. Seu objetivo era criar músicas que levassem o verdadeiro temor ao jogador, e ele ainda foi capaz de fazer isso dando um tom épico à aventura.

Vale a Pena?

4. Review do Darkest Dungeon – Conclusão

Minha experiência com Darkest Dungeon, bons anos atrás, foi muito frustrante. É bizarra a sensação de você achar que sabe o que está fazendo e ver, minutos depois, que está levando seu grupo direto à ruína. Bizarra também é a forma como, inevitavelmente, criamos alguma simpatia com os personagens, mesmo sabendo que eles podem ou até devem partir em algum momento. Não são defeitos; é o estilo do jogo que é assim. Um jogo que não é para qualquer um.

Apesar disso, as primeiras horas de Darkest Dungeon são viciantes, principalmente depois que você passa a compreender como o jogo funciona. Uma pena que a reta final seja um pouco repetitiva e sem o mesmo ritmo do início, mas o jogo é um espetáculo. Frustrante, nada parecido com os RPGs por turnos que estamos acostumados, mas vale a pena!

Feliz aniversário de 10 anos, Darkest Dungeon!

Fontes: IGN e RPGFan

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