25 Anos de Dark Cloud: A Estreia da LEVEL-5

Dark Cloud foi lançado pela LEVEL-5 no dia 14 de dezembro de 2000 para o PlayStation 2. O período, vale destacar, era o começo da era do segundo console da Sony, quando os jogadores ansiavam por grandes demonstrações de poder da nova geração. Infelizmente, Dark Cloud foi ofuscado por outros RPGs, principalmente por nomes de franquias já consolidadas no gênero, e não conseguiu alcançar o público que merecia. Tornou-se, assim, um clássico cult para todos, embora tenha sido o primeiro passo da LEVEL-5, que mais tarde lançaria nomes de peso, como a franquia Ni No Kuni. A seguir, confira o review do Dark Cloud em seu aniversário de 25 anos.

Review do Dark Cloud
Créditos: Level-5

A Maldição da Nuvem Negra

Review do Dark Cloud: História

A trama de Dark Cloud foca em um mundo com dois continentes que viviam separados e em paz. No oriente, uma civilização avançada e tecnológica. No ocidente, um mundo natural coexistindo com os espíritos e os animais ao seu redor. Então, o jogo começa quando o Colonel Flag Gilgister desperta o lendário Dark Genie, lançando uma “Nuvem Negra”, tradução literal de Dark Cloud, no continente ocidental, causando destruição e desaparecimentos em massa.

Neste contexto, surge o protagonista Toan, um sobrevivente de sua vila destruída. Ele encontra com Simba, the Fairy King, que lançou um feitiço de proteção, selando o que podia com orbes chamados de “Atla”, para proteger a todos dos ataques do Dark Genie, mas estes orbes acabam espalhados pelo vilão. O jovem recebe uma pedra mágica, chamada de “Atlamillia”, do Rei das Fadas e se encarrega de restaurar os Atla para suas formas originais.

Para cumprir seu objetivo, Toan precisa encarar uma aventura em masmorras, visando restaurar os Atla por meio de um sistema de Georama, que concede poderes ao jogador decidir onde colocar prédios e habitantes. Claro que, durante a jornada, somos apresentados a diversos aliados em uma trama com temas de reconstrução e equilíbrio entre humanidade e natureza.

Georama e Durabilidade

Review do Dark Cloud: Jogabilidade

Um dos grandes pilares da jogabilidade de Dark Cloud é o sistema Georama. Como mencionado no tópico anterior, ele possibilita o jogador a montar os prédios, pontes e tudo o que há nos orbes Atla em suas localizações originais. A atitude não é apenas estética; ela também é importante para satisfazer os pedidos dos moradores e recompensa o jogador com upgrades e até novas masmorras (dungeons). Também é muito gratificante ver cidades voltarem à vida peça por peça.

Agora, falando no combate em questão, o RPG carrega os elementos de ação em tempo real e hack’n slash, tudo na perspectiva em terceira pessoa. As masmorras são geradas de forma procedural, e o jogador precisa explorar suas múltiplas camadas e tomar muito cuidado com um detalhe muito punitivo chamado “durabilidade”. As armas se quebram com o uso contínuo, sendo necessário gerenciar recursos, investir em upgrades e pensar bem no planejamento em cada exploração.

Créditos: Level-5

LEVEL-5 Criando sua Marca

Review do Dark Cloud: Gráficos

Dark Cloud foi lançado em uma época em que alguns jogos buscavam um visual mais cartunesco com iluminação simples. Existia o cel shading, que ainda não era tão popular, embora o excelente Jet Set Radio já tivesse sido lançado alguns meses antes do título da LEVEL-5. A técnica gráfica em Dark Cloud lembra vagamente o cel shading, mas, na verdade, seu visual representa bem um período de transição, antes da consolidação da técnica gráfica. Com essa comparação com cel shading, já podemos enxergar que os visuais contam com um design colorido e cartunesco, o que seria a marca registrada da LEVEL-5 em jogos futuros.

O estilo utilizado funciona, ainda mais no começo da era PlayStation 2, e agrada bastante, apesar de ainda haver espaços para melhoras. Há críticas ao design repetitivo das masmorras por conta da geração de forma procedural, mas elas se salvam por conta das variações temáticas. No final das contas, o Georama é o destaque gráfico com a satisfatória reconstrução de cidades.

Uma Linda Orquestra

Review do Dark Cloud: Música

Como em boa parte dos games da LEVEL-5, o compositor é Tomohito Nishiura, que trabalhou, em especial, na franquia Professor Layton. Ele foi capaz de definir bem o tom da aventura, levando tons épicos para as cutscenes e sons mais sombrios para as masmorras. A trilha sonora é ótima de se ouvir e se destaque por nomes como “Owl Forest“, “Reminiscence” e, principalmente, o tema principal, “Main Theme“, que é facilmente reconhecido pelos jogadores.

Uma Boa Inovação

Review do Dark Cloud: Conclusão

A LEVEL-5 entregou um RPG bastante único e inovador, com a mescla de objetivos em explorar masmorras e reconstruir cidades. Talvez, seja desanimador o sistema de durabilidade, visto que ele pode ser bem punitivo até você entender como se planejar corretamente para as explorações, mas o sistema Georama concede vida ao Dark Cloud com uma experiência incomparável. Foi uma excelente estreia da LEVEL-5, que já mostrava bem sua genialidade e que seu futuro seria de muito brilho no mundo dos games.

Feliz aniversário de 25 anos, Dark Cloud!

Fontes: IGN e RPG Gamer

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