Aniversário Indie #3: Review do Cyber Shadow (5 anos)
Cyber Shadow foi lançado no dia 26 de janeiro de 2021 para PC, PlayStation, Xbox e Nintendo Switch. Desenvolvido pelo estúdio independente Mechanical Head Studios e publicado pela Yacht Club Games, o resultado do jogo foi um sucesso instantâneo. O solitário talento de Aarne “MekaSkull” Hunziker foi o bastante para capturar o melhor da essência 8-bits e combiná-la quase que com perfeição aos padrões modernos. Essa essência, no entanto, inclui a dificuldade bastante elevada, o que afastou alguns interessados, mas atraiu os fãs de um bom desafio. A seguir, confira o review do Cyber Shadow no Aniversário Indie #3!

Futuro sombrio e tecnológico
1. Review do Cyber Shadow – História
A história de Cyber Shadow acompanha o protagonista Shadow, um ninja ciborgue que encara uma batalha para libertar seu clã, capturado por formas de vida sintéticas que extraem seus poderes. Tudo acontece em Mekacity, a cidade onde Shadow se desloca enquanto encara inimigos e, também, Apparitor, um traídor de seu clã. Visando libertar as almas de seus parceiros, o protagonista precisa colocar um fim nas suas vidas. Entretanto, seu objetivo principal é encontrar a mestra do clã, com quem o Shadow humano teve uma relação romântica. É uma ótima história e com detalhes interessantes que vale a pena você conferir!

Ninja Gaiden e mais um pouco
2. Review do Cyber Shadow – Jogabilidade
É inevitável olhar para Cyber Shadow, começar a jogá-lo e não se lembrar de Ninja Gaiden, mais especificamente a fase 2D da franquia da Tecmo. É aquela famosa fórmula de correr, pular e atacar com a espada. Como já mencionamos, o jogo captura a essência da era 8-bits com muita competência. Seu diferencial fica com o sistema de progressão, que concede ao jogador novas habilidades conforme supera cada capítulo. Por exemplo, quando superamos o primeiro capítulo, o Shadow pode lançar shurikens.
São dez capítulos ao todo, mas é bom lembrar que eles não são 100% lineares. O jogador pode procurar por segredos enquanto explora cada cenário em ruínas. Por sinal, ainda é possível retornar a áreas já visitadas para encontrar mais itens que ficaram para trás. Uma autêntica experiência 8-bits com toques modernos. Um espetáculo, mas que devemos destacar: é um grande desafio que pode ser até um pouco frustrante.

O capricho nos detalhes
3. Review do Cyber Shadow – Gráficos e Música
Os sprites feitos à mão são um espetáculo! Vemos isso nos sprites menores, que já possuem uma animação bastante fluída, mas fica ainda mais evidente quando encontramos aqueles personagens maiores. É fantástico o trabalho bem detalhado realizado pela desenvolvedora. A qualidade é alta! É difícil não repetir a mesma frase várias vezes no texto: a inspiração é 8-bits, mas com toques modernos. Podemos dizer que essa é a magia de Cyber Shadow.

A trilha sonora foi composta por Enrique Martin com a colaboração do veterano Jake Kaufman, que conta com trabalhos creditados desde 2000 e se destaca, em especial, pelas composições na franquia Shantae e mais recentemente em Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge. O trabalho ficou espetacular, começando com o fantástico tema de Geothermal Towers e passando por outras músicas que acompanham o ritmo da ação de Cyber Shadow, como Mekacity Ruins, Reactor e o tema do Biohunter.
Vale a pena?
4. Review do Cyber Shadow – Conclusão
Fica bastante claro que Cyber Shadow foi desenvolvido por pessoas que amam a estética proposta. É importante ressaltar que sua dificuldade pode ser frustrante, mas superar os desafios, com inimigos e obstáculos difíceis de lidar, e checkpoints distantes, é muito recompensador no final da jornada. É um jogo feito para os mais nostálgicos com a era 8-bits, mas com os toques modernos para chamar a atenção de um público mais jovem. Foi um trabalho incrível!
Feliz aniversário de 5 anos, Cyber Shadow!
Fontes: NintendoLife e IGN