Aniversário Indie #1: Review do Astalon: Tears of the Earth (5 Anos)
Astalon: Tears of the Earth está completando 5 anos neste dia 3 de janeiro de 2026. O jogo independente foi lançado em 2021 pela LABS Work, conhecida por Castle in the Darkness (2015) e trabalhando atualmente no título Lovish. Com uma estética simples, porém bela e relembrando a era dos 8-bits, o game engana o jogador fazendo-o pensar que se tratará de uma jornada sem grandes desafios. Logo nos primeiros minutos, no entanto, o jogo se apresenta como uma experiência complexa e que surpreende por viajar facilmente entre as duas estradas da nostalgia e das mecânicas modernas. A seguir, confira o review do Astalon: Tears of the Earth em seu aniversário de 5 anos.

Três Heróis e um Pacto
Review do Astalon: Tears of the Earth (História)
A trama de Astalon: Tears of the Earth leva o jogador a um planeta sem nome e que foi devastado por tantas guerras que se transformou em um enorme deserto. Para salvar sua vila de uma fonte que envenena o suprimento de água, os três heróis da história, Arias, Algus e Kyuli, entram em uma torre habitada por demônios, a Tower of Serpents, que emergiu das profundezas do planeta e possui a chave da sobrevivência. O grande diferencial do enredo fica para o pacto feito por Algus com Epimetheus, o Titan of Death (Titã da Morte). Ou seja, quando o grupo morre, ele retorna para o início da torre, e apenas Algus retêm a memória e o progresso.

Metroidvania e Roguelite
Review do Astalon: Tears of the Earth (Jogabilidade)
Astalon: Tears of the Earth se apresenta desde o começo como um Metroidvania. Entretanto, sua própria história cria um elemento de progressão Roguelite por conta do ciclo de morte e renascimento fruto do pacto de Algus com Epimetheus. Toda a vez que o jogador morre, ele é lançado para o local onde está o Titã da Morte. Estando lá, é possível trocar as almas dos inimigos abatidos na Torre das Serpentes por certos upgrades, como mais HP, melhorias nos personagens e revelação de localizações no mapa.
Também chama a atenção em Astalon: Tears of the Earth a ideia de termos que jogar com os três protagonistas, mas não ao mesmo tempo. Cada um tem habilidades específicas que servem para determinados desafios nos mapas. No começo, deixamos dois personagens em locais com fogueiras e partirmos para a exploração com apenas um deles. Isso faz com que os primeiros minutos do jogo sejam um pouco cansativos devido à necessidade de backtracking, sendo esse um ponto negativo.

Falando nos personagens, vamos ver suas diferenças:
- Arias: Guerreiro focado no combate corpo a corpo. Capaz de cortar barreiras com sua espada;
- Algus: Mago poderoso que, além de usar da magia para atacar inimigos, pode ativar interruptores e atravessar obstáculos;
- Kyuli: Ladra que utiliza de um arco e flecha. Ela é ágil e tem o pulo mais alto da equipe.
Apesar de um início de jogo um pouco exaustivo e, por vezes, frustrante, a experiência melhora sem grande demora, e a dinâmica no geral fica mais fluida. Assim, toda a jornada para encarar labirintos, rotas alternativas e desvendar segredos se torna muito satisfatória.

Uma Joia Retro
Review do Astalon: Tears of the Earth (Gráficos e Música)
O visual do jogo é fortemente inspirado nos clássicos 8-bits. Mesmo sendo algo, aparentemente, básico, os sprites e a ambientação no geral são ricos em animações e cores. O jogador tem até a opção de usar filtros gráficos para fazer com que sua tela fique semelhante à experiência de jogar na TV de tubo (CRT). Por fim, a trilha sonora foi composta por Matt Kap, que é o próprio criador do jogo. Ele também ficou responsável pela arte e pelo design. Mesmo com tantas funções, ele entregou excelentes músicas, como “Blood and Stone”, “Arteries”, “The Tower Awakens” e “This Cursed Tower”.
Vale a Pena?
Review do Astalon: Tears of the Earth (Conclusão)
Cinco anos após seu lançamento, Astalon: Tears of the Earth segue sendo um excelente exemplo da união entre o nostálgico e o moderno. É verdade que o início cansativo pode ter frustrado e afastado muitos jogadores. Provavelmente, o único real ponto negativo no jogo, o backtracking desnecessário em nossos primeiros passos. Entretanto, quando a experiência fica mais dinâmica, é possível notar um trabalho espetacular da LABS Work e se sentir muito recompensado a cada mistério desvendado e a cada chefe derrubado. Isso sem falar das ótimas músicas pelo caminho e dos modos de jogo extras que engrandecem ainda mais a jogatina.
Feliz aniversário de 5 anos, Astalon: Tears of the Earth!
Fontes: NintendoLife e RPGamer