25 anos de Banjo-Tooie: um ambicioso e belo desafio no Nintendo 64
Banjo-Tooie foi lançado pela Rare no dia 20 de novembro de 2000 para o Nintendo 64. Sequência direta de Banjo-Kazooie (1998), Banjo-Tooie buscou oferecer aquilo que os fãs esperavam, um jogo ainda maior e mais ousado do que o seu antecessor. A Rare, ainda no auge de sua criatividade, não recuou e foi ambiciosa ao máximo para tentar entregar uma aventura definitiva para sua franquia de plataforma em 3D. Mas, e o resultado? Os fãs amaram ou se decepcionaram com Banjo-Tooie? Confira a resposta, a seguir, na análise de 25 anos deste clássico do Nintendo 64.

História: e lá vem ela de novo
A história de Banjo-Tooie começa logo após os eventos de Banjo-Kazooie e, sem surpresas, tendo como protagonistas o urso Banjo e a gaivota Kazooie. Gruntilda, a vilã derrotada no final do primeiro game, retorna só como esqueleto após suas irmãs conseguirem resgatá-la. Depois, temos o provável momento mais sombrio no jogo. Como vingança, Gruntilda, literalmente, mata a toupeira Bottles, amigo de Banjo, em uma explosão.
O assassinato de Bottles é o motivador para Banjo e Kazooie encararem uma jornada para restaurar a vida do amigo e para derrotar Gruntilda de uma vez por todas. Por sinal, a toupeira aparece durante o jogo, mas como um espírito que ajuda a dupla de urso e gaivota. Vale destacar que, apesar de uma literal morte no começo da história, a trama possui um tom bastante divertido e cômico.
Jogabilidade: ambição demais?
Os fãs queriam uma sequência à altura para Banjo-Kazooie, e a Rare abusou da criatividade em Banjo-Tooie. É inegável que o produto entregue foi muito mais extenso e complexo do que o game anterior. Isso fez com que Banjo-Tooie se destacasse, e muito, na época, mas, ao mesmo tempo, gerou algumas polêmicas devido à ambição em excesso. Afinal de contas, a sequência praticamente dobrou a escala daquilo de tudo o que conhecíamos a respeito de Banjo-Kazooie. Entre as novidades, podemos destacar:
- Banjo e Kazooie possuem os memos movimentos do jogo anterior e ainda aprendem mais 40 com a toupeira Jamjars, irmão de Bottles;
- Banjo e Kazooie podem se separar, algo que não ocorria no primeiro game, para resolverem puzzles mais complexos;
- O Shaman Mumbo Jumbo é jogável;
- Há diversas transformações com a Humba Wumba, como uma Van, um detonador e um submarino;
- Modos multiplayer para até quatro jogadores;
- Enorme variação de gêneros além do gênero de plataforma, como tiro em primeira pessoa, corrida e diversos outros mini-games.
Banjo-Tooie é um jogo vasto, mas não é livre de críticas. O foco nos puzzles poderia ser interessante, mas, na época, muitos consideraram alguns quebra-cabeças exigentes demais. Principalmente por conta da necessidade de revisitar lugares já explorados para adquirir novas habilidade e, só então, resolver um puzzle, o que afasta jogadores que procuram por uma experiência mais simples. Para piorar, a câmera problemática do primeiro game não foi resolvida, tornando a jogatina frustrante em certos momentos.

Gráficos: um dos mais bonitos do console
Banjo-Tooie impressionou, e muito, por levar um gráfico extremamente detalhado e lindo para o Nintendo 64 e sem a necessidade do Expansion Pak, um acessório que expandia a memória do console. Era evidente que a Rare possuía um domínio técnico impecável do Nintendo 64, sendo capaz de levar mundos enormes e variados, belíssimos efeitos especiais e ótimas animações para os personagens.
O único problema relacionado aos gráficos também é consequência da grande ambição que a Rare mostrou no desenvolvimento do game. Devido à imensidão dos cenários e dos detalhes, os jogadores podem sofrer com um instável taxa de quadros em certos momentos, prejudicando a fluidez no geral. No entanto, nada que atrapalhe o jogador de admirar a beleza gráfica de Banjo-Tooie.

Música: o domínio mais uma vez
Já comentamos que a Rare tinha um grande domínio técnico sobre o Nintendo 64, e isso se aplica também ao áudio do console. A desenvolvedora utilizou do hardware de áudio de forma ideal, indo desde as ótimas músicas criadas por Grant Kirkhope, até os imersivos efeitos sonoros. Um espetáculo! Entre as músicas, destacam-se temas como Jinjo Village, Mayahem Temple, Glitter Gulch Mine, Witchyworld e Grunty Industries.
Conclusão
Se você precisa explicar para alguém qual é o significado da palavra “ambição”, coloque Banjo-Kazooie e Banjo-Tooie lado a lado. O segundo game da franquia da Rare foi extremamente ousado, utilizando de tudo do primeiro game e expandindo para além do limite do console. Mapas gigantes, puzzles complexos, grande personalidade. Claro que a ambição teve um preço, como já comentamos até aqui, mas não muda o fato de Banjo-Tooie ser um enorme marco para a Rare e seus fãs.
Feliz aniversário, Banjo-Tooie!
Fontes: Gamespot e The Avocado