20 Anos depois, F.E.A.R. ainda assusta e impressiona

Lançado no dia 18 de outubro de 2005 para PC, F.E.A.R. (sigla para First Encounter Assault Recon) foi um título bastante inovador na época. Desenvolvido pela Monolith Productions, o game logo chamou a atenção pela excelente execução do gênero FPS (First-Person Shooter) ao lado de uma temática com muito terror psicológico. F.E.A.R. contou com muitas qualidades e deixou seu impacto na indústria dos videogames. Veja, a seguir, mais detalhes na análise de aniversário do game.

Imagem de gameplay do jogo F.E.A.R.
Créditos: Monolith Productions

História: o novato e Alma

Em F.E.A.R., o jogador controla um agente novato da unidade tática que leva o nome do jogo, First Encounter Assault Recon, que é especializada em ameaças paranormais. A princípio, a missão envolve conter Paxto Fettel, um comandante telepático que lidera um exército de clones. A trama também envolve a presença extremamente perturbadora de “Alma”, a garota que se manifesta de repente durante a jornada. Sem surpresas, ela é uma das grandes causadoras de sustos do jogo.

Em uma trama de horror e ficção científica, o jogador fica sabendo mais acerca da origem de Alma e do protagonista. O enredo é contado sem grandes detalhes, mas funciona ao seu estilo, sempre com muita tensão psicológica.

Imagem de gameplay do jogo F.E.A.R.
Créditos: Monolith Productions

Jogabilidade: inteligência

Aqui chegamos a um dos pontos mais elogiados em F.E.A.R.. Temos um jogo de tiro tático com um sistema conhecido como “bullet time”, que desacelera o tempo e transforma a jogatina em uma experiência quase que cinematográfica. Esse detalhe melhora muito quando notamos que F.E.A.R. conta com uma das melhores inteligências artificiais já vistas até então. Os inimigos são espertos, enganam o jogador, se escondem, são dinâmicos. Um grande foco de elogios por parte da crítica na época.

Vale ressaltar também que a mescla entre ação e terror não está presente apenas na trama. Durante a jogatina, notamos a forma como F.E.A.R. alterna bem os dois estilos. Em um momento, estamos em tiroteios absurdos. Depois, chegamos a cenários escuros e assustadores. Um espetáculo!

Créditos: Monolith Productions

Gráficos: um teste para seu PC

Para 2005, F.E.A.R. era um jogo muito impressionante. A iluminação, as sombras, os efeitos de fumaça. O visual era um espetáculo à parte e contribuía fortemente para criar o clima claustrofóbico de cenários como áreas industriais e laboratórios. Era um dos jogos que poderia dizer se seu PC era realmente potente na época, pois ele possuía uma beleza bastante significativa para 2005.

Houve críticas, apesar de tudo. Os belos gráficos não evitaram que o design fosse um pouco repetitivo em certos momentos. Mesmo assim, a enorme qualidade de seu motor gráfico quase que compensava totalmente esse problema.

Créditos: Monolith Productions

Música: simples e funcional

A trilha sonora de F.E.A.R. também foi muito elogiada pela crítica. Composta por Nathan Grigg, a música trabalha quase que com perfeição em conjunto com a iluminação e cria sustos genuínos, sem a necessidade de apelar para os “jump scares”. A trilha aparece em forma de sons ambientes, ecos, ruídos, tudo para potencializar ainda mais o terror psicológico.

No momento da ação, o estilo musical muda, buscando tons mais eletrônicos e com instrumentos de percussão. A simplicidade da trilha sonora de F.E.A.R. está longe de ser um problema e aparece como uma escolha de rumo praticamente perfeita para o que o jogo se propôs a fazer.

Conclusão

F.E.A.R. pode ser considerado como um dos grandes jogos da década de 2000, graças à forma excelente como aplicou o gênero de FPS e de terror e a sintonia encontrada entre ambos. Sua narrativa e, principalmente, a inteligência artificial dos inimigos são detalhes que, até hoje, impressionam e devem servir de referência para qualquer jogo atual.

Feliz aniversário, F.E.A.R.!

Fontes: Gamespot e IGN

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