30 Anos de Tales of Phantasia: O Revolucionário JRPG do Super Famicom

Tales of Phantasia foi lançado no dia 15 de dezembro de 1995 no Japão para Super Famicom. Desenvolvido pela Wolf Team (atual Namco Tales Studio), o game foi a estreia da série “Tales” e ficou conhecido por ultrapassar os limites técnicos do 16-bits da Nintendo. Para isso, foi necessário um cartucho massivo de 48 megas, que possibilitou incluir elementos que não eram vistos em outros jogos de Super Nintendo. Com PlayStation e Sega Saturn já no mercado, a Wolf Team se viu obrigada a criar uma verdadeira obra-prima e provou para o mundo que o SNES ainda tinha potencial para muito mais. Uma pena que nunca foi lançado oficialmente ao ocidente. A seguir, confira o review do Tales of Phantasia em seu aniversário de 30 anos.

Review do Tales of Phantasia
Créditos: Wolf Team

A Batalha Contra Dhaos

Review do Tales of Phantasia: História

Tales of Phantasia já começa nos mostrando uma batalha no passado, onde quatro guerreiros conseguiram derrotar um rei chamado Dhaos, que, através da força, conquistou diversas regiões do mundo. Dhaos até foge para o futuro, mas acaba selado por outros quatro guerreiros com o poder de dois medalhões. Entre os heróis que ajudaram a selar o monarca, estavam o espadachim Miguel Albane e a arqueira Maria Albane, pai e mãe do nosso protagonista, o espadachim Cress Albane.

A história começa de fato quando Cress e seu amigo e arqueiro Chester Burklight saíram da vila em que viviam para caçar. Ao retornarem, eles descobrem que um massacre foi causado por um vilão chamado Mars. Para piorar, os pais de Cress e a irmã de Chester estão mortos, assim como todos os outros habitantes do lugar.

Após a tragédia, inicia-se uma jornada para entender o que havia ocorrido e que também tinha a vingança como motivação. Cress e Chester encontram com outros aliados e passam a entender melhor toda a história do verdadeiro inimigo, Dhaos. É uma trama complexa, que envolve viagens no tempo e temas como sacrifício e consequências da magia.

Créditos: Wolf Team

Linear Motion Battle System

Review do Tales of Phantasia: Jogabilidade

Tales of Phantasia foi o jogo de estreia de um sistema de batalha bastante único: o LMBS (Linear Motion Battle System). Deixando de lado as consolidadas batalhas por turnos, utilizadas na maioria dos JRPGs da época, o LMBS coloca a luta em uma arena 2D lateral. O jogador controla o protagonista, Cress, em tempo real, podendo atacar, correr, pular e até realizar combos, ao mesmo tempo em que os aliados são controlados pela inteligência artificial do game. O LMBS concedeu um charme único para o Tales of Phantasia, deixando-o em destaque entre todos os RPGs da biblioteca do SNES.

O LMBS conta com a possibilidade de pausar durante a batalha para o jogador selecionar magias ou itens. Você ainda pode atribuir itens ou técnicas combinados a botões específicos, visando ações mais rápidas. Apesar da inovação do LMBS, a exploração permaneceu tradicional, com o mapa e cidades para visitar. O elemento de viagem no tempo que adiciona mais camadas na exploração, algo como Chrono Trigger, por exemplo.

Créditos: Wolf Team

O Ápice do Pixel Art nos 16-bits

Review do Tales of Phantasia: Gráficos

Os gráficos de Tales of Phantasia estão facilmente entre mais bonitos entre toda a biblioteca do Super Famicom. Seu cartucho gigantesco permitiu a criação de detalhes impressionantes. Para começar, os sprites dos personagens são enormes e muito bem animados, o que já demonstrava o poder do jogo e o trabalho e todo o carinho da Wolf Team com seu jogo. Os detalhes nos cenários são lindos de se ver, assim como os efeitos das magias. Seus gráficos são atemporais, carregando um nível de beleza reconhecido até hoje.

Créditos: World of Longplays

Orquestra e Dublagem

Review do Tales of Phantasia: Música

Antes de falarmos da trilha sonora, precisamos destacar outro feito técnico impressionante da Wolf Team: a dublagem no Super Famicom. Tales of Phantasia incluiu dublagens em diálogos importantes e, principalmente, na música de abertura “The Dream Will Never Die”. Só a introdução já serviria para mostrar que a trilha sonora, composta, principalmente, por Motoi Sakuraba (Arcus Odyssey, El Viento, Star Ocean) e Shinji Tamura (franquia Tales), mas o trabalho foi tão incrível que vários temas se destacam. Entre eles, “Be Absentminded”, “Decisive”, “Final Act”, “Raising A Curtain”, “Take Up The Cross”, e muitos outros.

Uma Belíssima Obra-Prima

Review do Tales of Phantasia: Conclusão

Tales of Phantasia merecia muito mais reconhecimento. Além de demonstrar em seus visuais e sons que o Super Famicom tinha um potencial muito maior, ele inovou com um divertido sistema de batalha e entregou uma narrativa de muita qualidade. Sem falar que foi Tales of Phantasia quem iniciou uma das franquias de RPG de maior sucesso, a “Tales”. Mesmo que ele tenha sido lançado no ocidente para PlayStation e Game Boy Advance, sua versão de Super Famicom precisa ser lembrada pelos fantásticos feitos técnicos. Um espetáculo!

Feliz aniversário, Tales of Phantasia!

Fontes: RVGFanatic e Honestgamers

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