25 Anos de Disney’s Donald Duck: Goin’ Quackers, o Crash Bandicoot da Disney
Disney’s Donald Duck: Goin’ Quackers foi lançado pela Ubisoft em outubro de 2000 para PlayStation. Pouco tempo depois, ainda no mesmo ano, chegou a plataformas como Windows, Nintendo 64, Dreamcast e PlayStation 2, além dos portáteis. Em cada plataforma, por sinal, com diferenças notáveis na jogabilidade, visto que diferentes estúdios da Ubisoft trabalharam em cada versão.
Independentemente de onde aparece, Disney’s Donald Duck: Goin’ Quackers levou muita diversão e honra ao legado do Pato Donald. Confira mais detalhes sobre o game a seguir em sua análise de aniversário, tendo como foco as versão inicial de PlayStation.
História: basicamente Disney
A história simples de Disney’s Donald Duck: Goin’ Quackers remete bastante ao estilo que consagrou a Disney. Tudo começa com o nosso querido Pato Donald recebendo a notícia de que sua amada Daisy foi sequestrada por um feiticeiro maligno. O vilão em questão é Merlock, um antagonista que estreou no filme “DuckTales: O Tesouro da Lâmpada Perdida” e passou por Legend of Illusion starring Mickey Mouse (1995), de Game Gear e Master System, antes de chegar retornar com Goin’ Quackers.
A fim de salvar Daisy, Pato Donald parte em uma aventura com mundos temáticos cheios de armadilhas e inimigos. Professor Pardal e Gastão também aparecem no enredo. Tudo acontece com um humor típico das obras da Disney. Donald, em especial, é hilário com todas as suas explosões de raiva. Uma trama leve e divertida.
Jogabilidade: Crash?
É inevitável olhar para Disney’s Donald Duck: Goin’ Quackers de PlayStation e não se lembrar do lendário Crash Bandicoot (1996). É verdade que o jogo do Donald conta com inspirações de Rayman 2: The Great Escape (1999), também desenvolvido pela Ubisoft, mas as comparações com Crash são mais fortes. Por exemplo, os “Warp Rooms” e o plataforma no “estilo corredor”, que possui o espaço 3D, mas conta com um trajeto linear que lembra um corredor devido ao caminho mais restrito.
Goin’ Quackers também conta com duas perspectivas: visão traseira e visão lateral. Donald ainda pode pular, girar para bater nos inimigos, usar dash. O game ainda influencia o jogador a fazer speedruns das fases para melhorar o tempo, semelhante às relíquias de Crash. Vale lembrar que cada versão funciona de sua forma, variando em relação à física e no design do controle.
Gráficos: bonito em todas as versões
Disney’s Donald Duck: Goin’ Quackers conta com visuais muito bonitos em todos os consoles de mesa. Sem mistérios, tudo é muito colorido e com o já conhecido estilo da Disney sendo representado. Na primeira versão de PlayStation, ficou bem evidente que a boa direção artística soube compensar as limitações do console em uma época que os jogadores já estavam se preparando para a geração seguinte.
Por sinal, devemos destacar as animações do Pato Donald, seja correndo, reclamando, tropeçando. Foi uma representação fiel ao pato dos desenhos da Disney, e isso tornou a experiência bastante autêntica.
Visualmente, não há como negar que a versão de Nintendo 64 é mais bonita devido à capacidade de renderizar modelos 3D mais detalhados e texturas mais suaves. Sem surpresas, as versões de Dreamcast, PlayStation 2, PC e Game Cube contam com gráficos superiores também, com texturas nítidas e modelos 3D mais definidos.
Música: diferentes compositores
Outro ponto peculiar quando comparamos versões. As músicas da versão de PlayStation foram compostas por Shawn K. Clement, assim como nas versões de PlayStation 2 e de GameCube. Para as versões de PC, Dreamcast e Nintendo 64, Daniel Masson foi o compositor.
A trilha busca levar ao jogador uma sensação de alegria e aventura, mas embora não haja músicas ruins, poucas são realmente memoráveis. Provavelmente, os destaques ficam para “Duckie Mountain” e o ótimo “Magica’s Manor Boss”, tema da Maga Patológica que conta uma orquestra fantástica.
Conclusão
Embora seja considerado uma cópia de Crash Bandicoot, Disney’s Donald Duck: Goin’ Quackers tem seu valor, independentemente da versão. É um jogo muito divertido, com boas ideias e que é fiel à personalidade explosiva e cômica do Pato Donald. Um jogo subestimado, sólido ao que tenta entregar e agrada qualquer fã de plataforma 3D.
Feliz aniversário, Disney’s Donald Duck: Goin’ Quackers!
Fontes: Gamespot e Scifidimensions