35 anos de Super Mario World: uma lenda dos 16-bits

Super Mario World, também chamado de Super Mario World: Super Mario Bros. 4, foi lançado no dia 21 de novembro de 1990. Ao lado de F-Zero, ele foi título de lançamento do lendário Super Famicom no Japão. Como o jogo era a sequência direta de Super Mario Bros. 3 (1988), a Nintendo sabia que precisava trabalhar em dobro para que Super Mario World fosse capaz de honrar o sucesso estrondoso de seu antecessor. O resultado? Bem, vamos lembrar agora na análise de aniversário de 35 anos do Super Mario World.

Super Mario World
Créditos: Nintendo

História: o esperado acontece

Tudo começa com Mario, Luigi e Peach indo tirar férias em um local diferente: a Dinosaur Land. Sem surpresas, Bowser (ou Koopa no Japão) e seus capangas, os Koopalings, sequestram a princesa e obrigam os Irmãos Mario a encararem mais uma aventura para resgatá-la. Porém, eles têm a ajuda de um carismático companheiro: Yoshi, que fez sua estreia no mundo dos games em Super Mario World. Assim, eles precisam explorar a enorme Dinosaur Land até chegarem ao “Valley of Bowser” e resgatar a princesa.

No longo caminho até ela, eles encaram diversos inimigos, incluindo os Koopalings em castelos menores. Por sinal, também há o detalhe que eles salvam os amigos aprisionados do Yoshi quando superam um castelo. História simples, como esperado, para deixar o jogo brilhar nos demais quesitos.

Créditos: Nintendo

Jogabilidade: um controle praticamente perfeito

Super Mario World se destacou logo de cara por apresentar uma jogabilidade assustadoramente responsiva. Chegava a ser absurdo como os comandos funcionavam com tanta perfeição, o que elevou muito o nível do gênero plataforma em 2D. Melhor ainda, não foi apenas esse detalhe que a Nintendo se preocupou. Além dos já consolidados Cogumelo (Mushroom) e Flor de Fogo (Fire Flower), Super Mario World contou com o power-up Pena (Cape Feather), que concede ao Mario e ao Luigi uma capa que lhes dá a capacidade de usar uma mecânica de voo desenvolvida com excelência pela Nintendo, além poder ser utilizada para o ataque.

Outra mecânica interessante foi o “Salto Giratório” (Spin Jump), o botão “A” do controle, que é um salto poderoso capaz de sumir com inimigos, destruir certas plataformas e ainda ser invencível pulando em inimigos mais resistentes. Porém, no final de tudo, o Yoshi, com todo o seu carisma, foi a grande novidade. O dinossauro podia engolir inimigos, pular sobre boa parte de obstáculos, ganhar poderes dependendo do casco que engolia e servia como uma “vida extra”. Dependendo da cor do Yoshi, o companheiro teria um poder diferente também:

  • Yoshi Verde: o “Yoshi Normal” que adquire poderes somente com base nas cores dos cascos dos Koopa Troopas;
  • Yoshi Vermelho: tem o poder do casco vermelho de lançar chamas, independentemente do casco que ele engole;
  • Yoshi Amarelo: tem o poder do casco amarelo de causar um pequeno terremoto ao aterrissar;
  • Yoshi Azul: o favorito dos jogadores. Concede o poder do casco azul. Ou seja, ganha asas ao engolir qualquer casco.
Créditos: Nintendo

Falamos da jogabilidade dentro das fases, mas fora delas o jogo também brilha. O mapa do jogo conta com diversas áreas e, diferentemente de Super Mario Bros. 3, todas são conectadas entre si. Ou seja, há um enorme fator de exploração. É quase que inevitável para os jogadores quererem encontrar todas as 96 saídas para finalizar o “100%” do jogo. Em especial quando existem na jornada os lendários “Star World” e “Special World”. Um espetáculo!

Gráficos: um enorme salto

Em comparação com Super Mario Bros. 3 da era 8-bits, Super Mario World foi uma fantástica evolução e amostra do quão superior era o 16-bits da Nintendo em relação ao NES (Nintendinho). Logo de cara, a quantidade de cores fizeram os olhos dos jogadores brilharem, assim como as animações em geral e o tamanho dos sprites. Não era uma demonstração total de poder como visto em F-Zero; tratava-se de uma forma da Nintendo mostrar que a personalidade do seu design evoluíra assim como a geração dos videogames. Um lindo jogo para consolidar de vez o Super Famicom.

Créditos: Nintendo

Música: simplesmente Koji Kondo

O lendário compositor da Nintendo dispensa apresentações. Koji Kondo voltou a mostrar uma impecável coerência musical, aplicando melodias semelhantes em cada fase e área, mas arranjando-os de forma diferente para combinar com aquilo que os jogadores veem e jogam na tela. A música de Super Mario World encaixa com perfeição à toda a proposta do jogo e marcou toda uma geração.

Conclusão

Difícil colocar em poucas palavras o que significou o lançamento de Super Mario World. Foi um marco do design, um jogo que elevou por si só o gênero de plataforma em 2D, com novas ideias que iam desde os power-ups até as criativas explorações. Mesmo 35 anos depois, o game segue sendo uma referência absoluta ao gênero e, simplesmente, atemporal.

Feliz aniversário, Super Mario World!

Fontes: NintendoLife e Arcade Attack

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