25 anos de 007 Racing: a ideia superior à execução

007 Racing foi lançado de forma exclusiva para o PlayStation no dia 17 de novembro de 2000. A proposta do jogo era, no mínimo, curiosa: levar as missões de espionagem de James Bond, mas com o foco sendo os carros. A ideia da desenvolvedora Eutechnyx chamou a atenção logo de cara por aguçar a curiosidade dos jogadores. Não podemos negar que todo o conceito apresentado tinha um potencial enorme, mas será que a execução foi boa? É o que veremos na análise de aniversário de 25 anos do pouco lembrado 007 Racing.

007 Racing
Créditos: Jamesbond Fandom

História: simplesmente, 007

A trama envolve um plano de sequestrar um carregamento de armas da OTAN e contrabandeá-los para terroristas utilizando de carros que saem direto de suas fábricas. Neste contexto, surge James Bond, que inicia a jornada cumprindo uma missão de resgate, onde ele recebe as informações acerca dos planos envolvendo o carregamento de armas. O agente se envolve em perseguições, corridas e até base submarina para impedir o vilão de concluir este e outros planos malignos.

Créditos: Jamesbond Fandom

Jogabilidade: poderia ser muito melhor

A proposta de 007 Racing é muito boa. O jogo se baseia em missões variadas em que o jogador dirige carros equipados com armas, dispositivos e tudo o que um espião como James Bond teria em seu veículo. Na época, esse conceito foi considerado bastante promissor e até recebeu elogios. Entretanto, não adianta a desenvolvedora ter uma boa ideia e não saber executá-la propriamente. O resultado: um infeliz desperdício.

Pilotar os carros é uma tarefa árdua por conta dos controles rígidos e que prejudicam a fluidez e a precisão da direção. Certas missões são mais exigentes por conta disso, levando uma dificuldade extremamente artificial. Há problemas também na inteligência artificial inconsistente nos inimigos. Uma pena, visto que a variedade e criatividade das missões tinham tudo para tornar 007 Racing em um jogo icônico.

Créditos: Jamesbond Fandom

Gráficos: faltou vontade

A jogabilidade ruim pode até ser um pouco ignorada por conta das boas ideias nas missões, mas o gráfico, infelizmente, não tem desculpa. Ainda mais quando estamos falando de um jogo lançado já próximo do final da vida do PlayStation. Há sérios problemas com as texturas em geral, que deixam elas borradas e com problemas de “warping”, fazendo-as se retorcer ou tremer em superfícies planas. Essa distorção visual, vale ressaltar, eram até comuns no PlayStation, mas apareceram em excesso em 007 Racing.

Os cenários em geral, ambientes urbanos, industriais, entre outros, tinham potencial, mas faltou um melhor refinamento. Os próprios carros, embora reconhecíveis pelo jogador, não possuem muito destaque também. Levando em consideração a época em que o jogo foi lançado, é possível dizer que seus gráficos podem ter sido a principal causa de suas

Créditos: Jamesbond Fandom

Música: sem destaque

Um jogo de carros poderia contar com uma trilha sonora marcante, mas não foi o que aconteceu em 007 Racing. Embora o jogo consiga levar o clima de um filme de espionagem e ação, as músicas não se destacam tanto. E, aproveitando que estamos falando de sons, podemos lembrar da dublagem que recebeu críticas por conta da tentativa falha de imitar a voz de Pierce Brosnan, intérprete do James Bond em quatro filmes da franquia.

Conclusão:

007 Racing é um exemplo excelente de um jogo eletrônico que tinha uma ideia espetacular, mas que não soube executá-la com propriedade. A Eutechnyx falhou em levar fluidez aos carros, causando uma real frustração, principalmente, em missões mais complexas. Também falhou ao lançar um jogo com visuais tão datados em um momento em que nos aproximávamos do lançamento do PlayStation 2. Apesar de tudo, é possível valorizar o que 007 Racing ofereceu e o que poderia ter sido. No final das contas, ele ainda possui um charme nostálgico.

Feliz aniversário, 007 Racing!

Fontes: Gamespot e Mobygames

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