40 anos de Tiger-Heli: um nome amado pelo Brasil

Tiger-Heli foi lançado em outubro de 1985 para os fliperamas. O jogo foi desenvolvido pela lendária Toaplan, que ainda dava seus primeiros passos para se tornar referência no gênero shoot’em up. O sucesso do título foi quase que imediato, ao ponto de receber diversas versões para outras plataformas. Para os brasileiros, a mais conhecida foi a versão para o NES, o querido Nintendinho, que vinha como um brinde no clone Turbo Game da CCE e fez a alegria de muitos jogadores entre a década de 80 e 90.

A equipe de Tiger Heli, que tinha nomes como Masahiro Yuge, Tatsuya Uemura e Yuchirõ Nozawa, ainda viria a trabalhar em outros clássicos gênero no futuro, como Twin Cobra e Truxton. Mas, o que fez Tiger Heli ser um grande sucesso nos arcades em 1985 e, eventualmente, nos consoles? Confira mais sobre o jogo, a seguir, em sua análise de aniversário.

*Fotos: reproduções de World of LongPlays

Tiger-Heli

História: o clichê clássico

Tiger-Heli, como esperado, não possui nenhuma trama elaborada. Resumidamente, o jogador assume o controle de um helicóptero enviado para derrotar inimigos e restaurar a paz do mundo. Simples, não? Mas, não era o que mais importava no game no final das contas.

Jogabilidade: o sucessor espiritual de Gyrodine

Tiger-Heli teve como inspirações Gyrodine (1984), outro shoot’em up vertical de helicóptero lançado pela Crux. Desenvolvedores da Crux migraram para a Toaplan no ano seguinte e trabalharam em Tiger-Heli, que se tornou uma espécie de sequência de Gyrodine. Foi possível para eles analisarem o game de 1984, ver os erros e acertos, e compreender onde levar refinamentos e melhorias. O resultado foi espetacular, uma natural evolução.

A “sequência” conta com inimigos no ar, como aviões, tanques, barcos, e alvos como prédios, carros e depósitos de combustíveis. É possível se movimentar em oito direções e usar mísseis e bombas como armas. Há itens em forma de cruz para coletar e receber bombas extras e pequenos helicópteros que o acompanham na jornada.

Créditos: Pop Culture Retrorama

Como um bom fliperama clássico, Tiger-Heli foca na busca pela pontuação. Além de ganhar pontos destruindo inimigos, é possível encontrar alvos secretos que concedem bônus na pontuação. Ao final da última fase, o game entra em loop, aumentando a dificuldade, outro recurso comum dos jogos da época.

Gráficos: outra evolução

É difícil não comparar os gráficos de Tiger-Heli com os de Gyrodine. A evolução de 1984 para 1985 foi gritante, com o helicóptero tendo um sprite maior e bem mais detalhado, assim como os inimigos, e os cenários em geral contando com muito mais detalhes e cores, além dos terrenos variados. Não estava entre os melhores gráficos de 1985, mas Tiger-Heli entregava uma experiência visual excelente nos fliperamas.

Música: bravura!

O que a Toaplan queria era levar um senso de heroísmo com a trilha sonora de Tiger-Heli, mesmo com as evidentes limitações de 1985. O responsável pelo som foi Masahiro Yuge, e podemos dizer que ele conseguiu o que a equipe queria. Os temas são curtos, o que poderia prejudicar seus loops, mas causam o impacto desejado!

Conclusão

Tiger-Heli ficou um pouco ofuscado por clássicos da Toaplan lançados anos depois, mas não podemos ignorar sua importância. Ele, basicamente, moldou as bases para que a desenvolvedora pudesse produzir seus shoot’em ups nos anos seguintes. Não é para menos que Tiger-Heli teve alguns períodos como a máquina mais jogada em fliperamas japoneses. Para os brasileiros, fica o carinho da versão do NES, ou do Turbo Game da CCE, que contava com menos glamour que a versão de arcade, mas possuía seu valor também.

Feliz aniversário, Tiger-Heli!

Fontes: Pop Culture Retrorama e Shmupjunkie

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