35 anos de F-Zero: a poderosa mensagem no Super Nintendo
F-Zero completa 35 anos nesta sexta-feira (20). Um dos títulos de lançamento do Super Famicom (Super Nintendo no Japão), ao lado de Super Mario World, F-Zero serviu como uma espécie de mensagem da Nintendo. Uma mensagem forte para fãs e concorrência que mostrava na prática o que o novo 16-bits no mercado era capaz. Os jogadores e a crítica puderam presenciar um poder nunca antes visto em um console doméstico e puderam presenciar um dos títulos de lançamento mais importantes da história. Veja, a seguir, mais detalhes sobre F-Zero em sua análise de aniversário.

História: simples e eficaz
F-Zero estabeleceu um universo que, talvez de forma inesperada, se expandiu com o passar das gerações de videogames. O jogo ocorre no ano de 2560 e gira em torno do F-Zero Grand Prix, ou Grande Prêmio F-Zero, uma competição de alta velocidade onde os pilotos controlam veículos semelhantes a hovercrafts que flutuam nas estradas. A principal atração é o icônico Captain Falcon, o protagonista, piloto do “Blue Falcon” e personagem que se tornaria muito importante na história da Nintendo.
Além de Captain Falcon, temos como jogáveis Dr. Stewart, com o Golden Fox, Samurai Goroh, com o Fire Stingray, e Pico, com Wild Goose. Os vencedores do F-Zero Grand Prix recebem dinheiro e prestígio em todo o universo. Outros detalhes sobre o torneio é que ele é organizado por uma elite rica que acredita que a violência das corridas faria os espectadores apostarem mais.

Jogabilidade: ótima e exigente
F-Zero oferece ao jogador uma experiência muito rápida e cheia de adrenalina. Para começar, devemos elogiar os controles muito responsivos. Ao mesmo tempo, o jogo apresenta uma curva de dificuldade muito acentuada. Já nas primeira corridas, é fácil notar que F-Zero não será um jogo simples de ser zerado. Essa impressão é confirmada nas ligas mais avançadas, onde o domínio em mecânicas como os boosts e na realização de curvas se tornam obrigatórios para vencer no jogo.
Vale destacar que seu veículo possui energia que pode ser perdida em colisões. Se a energia chegar a zero, o veículo explode, e você é desclassificado. Há a necessidade ainda de permanecer sempre nas primeiras colocações, sob risco de eliminação. É uma dificuldade alta, mas por não ser injusta, foi bastante aceita pelos jogadores. O que não foi aceito foi a falta de um modo multiplayer, o provável maior defeito de F-Zero.

Gráficos: Mode 7
F-Zero brilhou, e muito, na parte gráfica. Tudo por conta de um uso inovador do Mode 7, um modo gráfico do Super Famicom que permitia que o console pudesse simular cenários em 3D com dimensionamento e posicionamento de planos de fundo em 2D. A ilusão em F-Zero foi extremamente convincente e algo que nunca havia sido visto em um console doméstico até então.
Na época, análises descreveram os resultados do Mode 7 como deslumbrante e revolucionário. Toda a sensação de profundidade e velocidade eram espetaculares e muito além daquilo que todos esperavam ver quando ligaram o F-Zero no console. Não é exagero dizer que essa técnica impulsionou as vendas do Super Famicom na época.

Música: icônica da mesma forma
Como se não bastassem os deslumbrantes visuais, F-Zero também entregou uma qualidade acima da média no áudio. A trilha sonora foi composta por Yumiko Kanki e Naoto Ishida. A dupla criou algumas das músicas mais lembradas da história dos videogames e, também, foi crucial para mostrar a todos a capacidade do hardware do Super Famicom para criar sons de instrumentos em geral.
O trabalho combinou perfeitamente com o cenário futurista e complementaram com perfeição a experiência em F-Zero. Músicas como “Mute City” e “Big Blue”, além de elevarem toda a sensação de velocidade, se tornaram verdadeiros clássicos na história da Nintendo.
Conclusão
F-Zero não foi apenas um jogo espetacular; foi a melhor amostra possível em 1990 de grande parte do potencial tecnológico do Super Famicom. Ótima jogabilidade com dificuldade na medida certa, lindos visuais com o Mode 7 e músicas que estão entre as mais memoráveis da história dos videogames. F-Zero é um espetáculo, mesmo após 35 anos de vida.
Feliz aniversário, F-Zero!
Fontes: NintendoLife e Gamespot