Análise The Mask (30 Anos): A Personalidade que Salvou a Adaptação no SNES
Lançado em outubro de 1995 para Super Nintendo, The Mask (“O Máscara”) foi desenvolvido pela Black Pearl Software e publicado pela Virgin Interactive. Assim como muitos jogos da época, The Mask foi uma adaptação de um filme popular. Neste caso, o filme de 1994 estrelado por Jim Carrey, que foi um enorme sucesso de bilheteria. O jogo buscou capturar todo o humor e o ritmo frenético da franquia e, de certa forma, conseguiu. A seguir, confira mais detalhes no review do The Mask.
História: seguindo o filme
A trama de “The Mask” no Super Nintendo busca seguir os eventos do filme. Nós controlamos Stanley Ipkiss, um simples bancário que encontra uma máscara mística e acaba se transformando no “Máscara”, uma figura quase que invencível e cheia de truques curiosos. O poder, no entanto, faz com que Stanley atraia muitos inimigos que buscam pela máscara. Todos eles nós encaramos durante a jogatina.
Jogabilidade: buscando o clima caótico
The Mask funciona como um jogo de plataforma, mas com a ideia em mente de levar uma ação frenética para lembrar o clima do filme. A Black Pearl Software encontrou a resposta adicionando habilidades específicas em Stanley para tornar o ritmo do jogo bastante caótico. Para começar, podemos correr muito rápido e saltar grandes distâncias, detalhes que já oferecem uma experiência muito veloz e que, como consequência, exigem muita paciência do jogador.
Para o ataque, Stanley possui um bom número de recursos. Pressionando “Y”, podemos socar os oponentes, a única habilidade ofensiva que não consome a “Morphpoints”. Depois, temos o Tornado (A), que consome mais pontos quanto mais tempo o utilizamos, a Marreta (X), que consome 20 pontos a cada uso, a Buzina (Cima + X), consumindo 30 pontos, e a habilidade mais poderosa, as Armas (Cima + A), gastando 100 morphpoints.
Stanley ainda tem um pulo especial para alcançar maiores alturas, mas com o consumo de 10 pontos. É possível encontrar morphpoints nas fases, mas o jogador precisa saber administrá-los, visto que as habilidades especiais são essenciais para encarar certos inimigos no game. Esse gerenciamento, somado aos controles um pouco imprecisos, transformam The Mask em um jogo de dificuldade alta e que exige tempo do jogador para compreendê-lo e, assim, finalizá-lo.
Gráficos: um desenho animado
Um dos destaques de The Mask é o seu visual. A Black Pearl Software caprichou muito na direção artística e buscou entregar o espírito de um desenho animado na tela do videogame. Stanley (o Máscara) conta com animações muito fluídas para os padrões do SNES. Em especial com as expressões exageradas que o protagonista faz com seu rosto.
Os cenários são coloridos e com detalhes visivelmente inspirados no filme. Há o problema de algumas repetições no fundo, mas o charme de seu estilo faz com que quase não nos importemos com este ponto negativo.
Música: o tom do filme
Podemos definir a trilha sonora do jogo como um jazz bastante animado, exatamente como no filme. Embora as músicas não sejam extremamente memoráveis como de outros títulos famosos do SNES, elas funcionam e ajudam ainda mais a capturar a personalidade frenética e divertida do Máscara. Mais um excelente trabalho da Black Pearl Software.
Conclusão
The Mask é aquele tipo de jogo com tanta personalidade que faz com que suas falhas sejam quase que ignoradas. Infelizmente, ele permaneceu exclusivo do SNES, o que o impediu de atingir um número maior de fãs. Mesmo sem um nível alto de refinamento e com uma dificuldade elevada, The Mask entregou o que se esperava de uma adaptação da franquia. Podemos dizer que o game é um retrato de uma época em que Hollywood e os videogames andavam lado a lado. O resultado aqui, por sinal, foi excelente!
Feliz aniversário, The Mask!
Fontes: Gamefaqs e Nintendo Fandom