30 Anos de Hyper Iria: uma pérola perdida no Super Famicom

Hyper Iria foi lançado no dia 13 de outubro de 1995 no Japão e exclusivamente para o Super Famicom. Trata-se de uma adaptação de um OVA conhecido como “Iria: Zeiram the Animation”, um anime de ficção científica. O jogo foi desenvolvido pela TamTam e, por ter ficado “preso” no Japão, não teve tanto reconhecimento na época. Na verdade, até hoje poucos sabem da existência deste título muito interessante. A seguir, veja mais detalhes no nosso review do Hyper Iria.

Review do Hyper Iria
Hyper Iria foi lançado exclusivamente para o Super Famicom no dia 13 de outubro de 1995

História: uma amostra do OVA

Como o nome sugere, Hyper Iria conta com a protagonista “Iria”, uma caçadora de recompensas que atua em um futuro distante, tecnológico e repleto de perigos espaciais. Suas missões envolvem piratas interplanetários, corporações e até alienígenas. Entre os seres que ela encara, há o Zeiram, nome que é apresentado no título do OVA.

A narrativa de Hyper Iria no Super Famicom não contou com tantos detalhes quanto no anime. A TamTam optou por mostrar trama de forma mais resumida com cutscenes e todo o contexto das missões que os jogadores jogam no game.

Cutscene do jogo Hyper Iria de Super Famicom

Jogabilidade: ambição interessante

Hyper Iria se apresenta como um jogo de ação, mas com elementos de exploração. As fases são um pouco mais complexas do que aparentam e contam com diversos caminhos e objetivos. É possível explorar os mapas e, com isso, ter a oportunidade de encontrar dinheiro, que é utilizado para melhorar e adquirir novas armas. São elementos muito semelhantes ao do gênero “Metroidvania”, mas Hyper Iria não chega a ter a este nível de complexidade.

O menu entre missões é um bom ponto do jogo, pois passa uma pequena vibe de RPG com as opções de armas e estatísticas. Um ponto negativo está na rigidez dos controles e no ritmo considerado um pouco lento para um jogo de ação, mas são detalhes que podemos se adaptar durante a jogatina.

Hyper Iria executando um ataque de rasteira em um inimigo

Gráficos: um bom arroz e feijão

Hyper Iria faz bem o básico. A TamTam utilizou do estilo de anime, visto que o game é inspirado em um OVA, e tentou levá-lo para os sprites do game. De uma forma geral, funciona. O modelo da Iria e dos inimigos são bonitos e bem animados, mas sem surpreender tanto o jogador. Claro que o nível do Super Famicom em 1995 já era muito elevado, com jogos na biblioteca se mostrando como verdadeiras obras de arte, mas Hyper Iria consegue ser bonito mesmo sendo simples.

Os cenários, por outro lado, não impressionam muito e, por vezes, são até repetitivos, embora não atrapalhem tanto a experiência. No final das contas, o destaque fica para as pequenas cutscenes com o estilo anime que concedem um charme bastante único ao Hyper Iria.

Hyper Iria executando um pulo e um chute aéreo no inimigo Zeiram

Música: melodias aconchegantes

O clima ficção científica e cenários espaciais foi levado também à trilha sonora. As batidas eletrônicas não são nada inovadoras, mas conseguem reproduzir bem a ideia do jogo. Podemos dizer que suas melodias são bastante aconchegantes, ao mesmo tempo que conseguem, sem exageros, passar a ideia de tensão e algo mais sombrio. A simplicidade também está na música e funciona!

Conclusão

É inegável que faltou refinamento em Hyper Iria. Ainda mais que estamos falando do ano de 1995. Entretanto, seu estilo de gameplay foi ambicioso por levar uma experiência diferente em um estilo já bastante saturado nos 16-bits. É um jogo de excelentes ideias e injustamente subestimado. Uma pérola escondida entre os exclusivos do Japão.

Feliz aniversário, Hyper Iria!

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Fontes: Nintendolife e Classic-Games