30 anos de Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest
Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest foi lançado pela Rare no dia 21 de novembro de 1995 para o Super Nintendo. O jogo não foi uma simples sequência de Donkey Kong Country (1994); foi uma redefinição total de uma fórmula que já havia conquistado inúmeros jogadores. Donkey Kong Country 2 mostrou que poderia bater de frente com a geração 32-bits e provar que o Super Nintendo ainda tinha muito a oferecer. Veja mais sobre Donkey Kong Country 2, a seguir, em sua análise de aniversário de 30 anos.

História: o resgate
Embora o nome do protagonista Donkey Kong esteja no nome do game, não é ele o herói da vez. O vilão King K. Rool, agora chamado de Kaptain K. Rool, sequestrou o protagonista e o levou para sua base em Crocodile Isle. Diddy Kong, parceiro de Donkey Kong no primeiro game, aparece para encarar uma duríssima jornada para resgatá-lo. Para ajudar, está sua namorada e estreante na franquia Dixie Kong, a macaquinha de cabelos loiros que logo se tornou uma das favoritas entre os fãs da franquia.

Jogabilidade: semelhanças e evolução
Donkey Kong Country (1994) já havia sido um jogo espetacular no quesito jogabilidade, mesmo com certos problemas, como a repetição de chefes. Como já mencionamos aqui, Donkey Kong Country 2 utilizou de mesma fórmula e a melhorou muito. Para começar, temos controles bem mais responsivos do que no antecessor. Diddy é, praticamente, o mesmo de Donkey Kong Country, o que deixa toda a novidade para a Dixie. Ela se destacou pela habilidade de pairar no ar girando seu rabo de cavalo, levando muita segurança aos saltos, variedade e diversão à gameplay, ao mesmo tempo que concedia um pouco mais de facilidade em um jogo que, notadamente, possui uma dificuldade bem considerável, mas aceitável.
Falando em levar um pouco de facilidade a um jogo complicado, devemos lembrar dos populares “Animal Buddies” que aparecem em algumas fases do jogo, assim como acontecia em Donkey Kong Country. Importante ressaltar que, em certos momentos, jogamos apenas com o Animal Buddie em Donkey Kong Country 2, sem que Diddy e Dixie montem nele, coisa que não ocorria no antecessor. Os amigos da dupla de macaquinhos são:
- Rambi: um rinoceronte poderoso que retorna de Donkey Kong Country;
- Expresso: o peixe-espada que ajuda nas fases de água. Também retornando de Donkey Kong Country;
- Rattly: a cobra que pula por grandes alturas. Especialista em fases mais verticais;
- Squitter: uma aranha de tênis com uma mecânica muito criativa de disparar teia como projéteis ou para a criação de plataformas temporárias;
- Squawks: o papagaio verde também retorna de Donkey Kong Country, mas maior e mais poderoso. Ele voa e dispara ovos como projéteis;
- Quawks: o papagaio roxo e primo de Squawks. Em Donkey Kong Country 2, sua função é apenas carregar Diddy e Dixie, mas ele evolui também na sequência da franquia;
- Glimmer: um peixe que aparece apenas para iluminar uma única fase aquática escura, chamada de Glimmer’s Galleon;
- Clapper: uma foca utilizada para transformar “piscinas de lava” em água normal para os protagonistas nadarem e, também, para congelar a água. Ele só aparece em duas fases: Lava Lagoon e Clapper’s Cavern.
No entanto, o verdadeiro destaque de Donkey Kong Country 2 está na evolução gritante em seu design em comparação com o jogo anterior. As fases são mais inventivas, criativas e compensam muito mais o espírito explorador do jogador. Afinal de contas, temos mais recompensas por explorar, como as letras K-O-N-G, que concedem uma vida, as Kremkoins, conquistadas quando superamos os bônus escondidos nas fases, e as DK Coins, cruciais para chegarmos ao 102%. Localizações esquisitas dos “Save Points” podem ser frustrantes, mas, no geral, Donkey Kong Country 2 é um espetáculo!

Gráficos: a mudança de tom
A técnica “Advanced Computer Modeling (ACM)”, que usa de sprites pré-renderizados em 3D, seguiu sendo utilizada em Donkey Kong Country 2, mas com um pouco mais de refino quando comparamos ao Donkey Kong Country. O segundo jogo da franquia se transformou em uma vitrine gráfica ainda melhor para o Super Nintendo e mostrou que o 16-bits ainda tinha muita lenha para queimar.
Os gráficos impressionavam, assim como a evidente mudança de tom para uma estética muito mais sombria e atmosférica do que no jogo original. Tal mudança foi bem-vinda, diga-se de passagem. Devemos ainda destacar as animações em geral. Em especial no “helicóptero” da Dixie, uma das grandes demonstrações do refinamento realizado pela Rare na técnica ACM.

Música: David Wise
Beira o impossível uma trilha sonora criada pelo compositor David Wise não ser uma obra-prima. E, não, não é um exagero. Donkey Kong Country 2 tem algumas músicas que estão entre as mais belas da história dos videogames, como Stickerbrush Symphony e Forest Interlude. Simplesmente, um trabalho que dispensa comentários.
Conclusão
30 anos depois, Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest não é amado apenas pela nostalgia. O espetacular design, a introdução de uma carismática nova personagem e, é claro, a trilha sonora. Tudo faz de DKC2 ser um dos melhores jogos de plataforma 2D já criados até hoje. Um belíssimo trabalho de uma lendária Rare em seu auge de criatividade nos anos 90.
Feliz aniversário, Donkey Kong Country 2!
Fontes: NintendoLife e Twentieth Century Gamer