25 anos de Tomb Raider: Chronicles
Tomb Raider: Chronicles foi lançado inicialmente na Europa para PlayStation no dia 17 de novembro de 2000, antes em outras regiões e nas plataformas PC e Dreamcast. Desenvolvido pela Core Design e publicado pela Eidos Interactive, o quinto jogo da franquia marcou o encerramento de sua fase clássica, antes da mudança mais drástica ocorrida em Tomb Raider: The Angel of Darkness. Embora o game tenha seus fãs, a crítica não foi totalmente positiva, mas por quais razões? Confira, a seguir, na análise de aniversário de 25 anos de Tomb Raider: Chronicles.

História: arcos independentes
Temos uma história bastante incomum em Tomb Raider: Chronicles. Após os eventos de Tomb Raider: The Last Revelation, Lara Croft é dada como morta após desaparecer nos escombros da Grande Pirâmide de Gizé. Ela não reaparece no quinto jogo da série e é apenas citada por pessoas importantes em sua vida. Essas pessoas relembram aventuras passadas da heroína, com cada história sendo um arco independente ambientado nos seguintes locais:
- Roma: busca pela Pedra Filosofal;
- Rússia: busca pela Lança do Destino;
- Irlanda: uma Lara adolescente confrontando forças demoníacas em uma ilha;
- Nova York: tentativa de Lara de recuperar o artefato “Iris” na sede de seu antigo mentor.
A história contada por meio de arcos pode ter confundido um pouco os jogadores, pois não vemos um real avanço da cronologia principal da franquia. Houve um grande risco por parte da Core Design de optar por esta estrutura, mas, de uma forma geral, ela acabou funcionando.

Jogabilidade: nada de novo por aqui
Um dos grandes problemas de Tomb Raider: Chronicles foi a falta de inovação na jogabilidade. A verdade é que a Core Design parecia pouco entusiasmada com o jogo, não mostrou ousadia para arriscar e entregou uma fórmula quase que idêntica à que os fãs já conheciam, com aqueles controles um pouco “pesados” e que levavam tempo para se adaptar. Temos pontos positivos, é claro, com destaque para o design das fases e a variedade nos estilos de missão em cada um dos arcos. Porém, nem tudo são flores.
A falta de inovação foi criticada, mas, provavelmente, o ponto que mais desagradou foi o retorno de problemas que já eram conhecidos no mesmo motor gráfico, como câmera problemática e controle um pouco impreciso. Não havia mais dúvidas: a fórmula clássica de Tomb Raider já estava datada. Principalmente se levarmos em consideração que o game foi lançado no fim da vida do PlayStation.

Gráficos: mais do mesmo
Assim como a jogabilidade, os gráficos também permaneceram muito semelhantes aos títulos anteriores da franquia. A crítica especializada, no entanto, elogiou alguns pontos, como a excelente variedade de certos ambientes, principalmente nas histórias de Roma e de Nova Iorque, e a boa direção artística, que soube utilizar de forma relativamente satisfatória da tecnologia do console da Sony.
Entre os problemas destacados, estão aquelas distorções de polígonos e as quedas de performance durante a jogatina. A qualidade das cutscenes também foram criticadas. No final das contas, resume-se as críticas dizendo que Tomb Raider: Chronicles foi um jogo um pouco ultrapassado para os padrões do final do ano 2000.

Música: o clima da aventura
A música do jogo também seguiu o padrão da franquia até então, o que não foi um detalhe ruim. Tomb Raider: Chronicles manteve sua identidade bastante orquestral, o que reforçou o tom das memórias de Lara Croft sendo contadas. Em relação aos sons, apenas a interpretação de voz foi criticada. Em especial, no episódio da Lara adolescente.
Conclusão:
Tomb Raider: Chronicles foi um jogo ruim? Definitivamente, não. Se ele tivesse sido lançado um ano antes, não teria recebido tantas críticas. Ele sofreu muito por ser o último jogo da saga clássica de Lara Croft, o que elevou a pressão para a entrega de algo realmente memorável. Apesar de tudo, trata-se de um capítulo muito bonito da franquia e que conseguiu encerrar uma era com um saldo positivo.
Feliz aniversário, Tomb Raider: Chronicles!
Fontes: Gamespot e Metacritic