25 anos de Crash Bash: a divertida festa no PlayStation
Crash Bash completou 25 anos na última quinta-feira (6). Foi o primeiro jogo da franquia no PlayStation que não foi desenvolvido pela Naughty Dog, sendo de total responsabilidade da Eurocom. A ideia era fugir um pouco do plataforma 3D que cativou uma legião de fez e arriscar colocando Crash, Coco e toda a turma em um Party Game. O resultado foi uma das mais divertidas experiências multiplayer do console da Sony. Veja mais detalhes sobre Crash Bash a seguir em sua análise de aniversário.

História: a velha rivalidade
A história de Crash Bash não é o foco principal e nem conta com grande desenvolvimento, mas ela existe e não vamos ignorar. Em resumo, as máscaras Aku Aku e Uka Uka decidem resolver as diferenças em uma competição entre times. Aku Aku conta com Crash e Coco Bandicoot, além de Tiny Tiger e Digodile, dois vilões que atuam como aliados aqui. Uka Uka chama Cortex, Brio, Koala Kong e o inédito Rilla Roo.
O final da trama é decidido com base nas escolhas de personagens. Se você zera com alguém do time do Aku Aku, ele usa dos poderes dos cristais para enviar Uka Uka ao vácuo do espaço. Caso o time de Uka Uka seja o vencedor, ele usa dos poderes dos cristais para seus objetivos maléficos. Se a campanha é concluída com dois jogadores e há dois representantes de cada time, haverá uma espécie de tiebreaker para decidir o final.

Jogabilidade: o paraíso multiplayer
A jogabilidade de Crash Bash funciona com base nos diversos mini-games presentes. Há uma grande variedade para todos os gostos. Entre mini-games amados e odiados pelos jogadores, encontramos muitas opções criativas, como um “gol a gol” com plataformas, uma disputa com os personagens montados em ursos, busca por pontuação em pula-pula, guerra entre tanques, batalhas com objetos e explosivos, enfim, a criatividade dos desenvolvedores atingiu altos níveis.
Na campanha principal, precisamos coletar troféus, cristais, gemas e relíquias para avançar. O zeramento normal do jogo não exige todos os itens, mas se você quiser buscar o temido 200%, bem, o trabalho será bem grande, mas gratificante. A única grande reclamação é a dificuldade de se jogador sozinho na campanha principal, embora ainda seja divertido. Crash Bash realmente brilha com dois jogadores na aventura e com três ou quatro no multiplayer.

Gráficos: diferente e semelhante
Por aqui, temos apenas a Eurocom entregando algo esperado, mas é interessante ressaltar o bom trabalho de levar visuais parecidos com os feitos pela Naughty Dog mesmo utilizando de um motor gráfico diferente. Tudo é muito colorido, conforme a identidade do Crash. Os cenários são simples, mas funcionais e priorizam a visibilidade em meio ao caos dos mini-games. Crash Bash tem bons gráficos, nada de grandes avanços, e isso foi o suficiente.

Música: a diversão em cada nota
Um trabalho excelente por parte da Eurocom. As músicas fazem um trabalho excepcional de combinar com cada mini-game. Em boa parte deles, o ritmo se encaixa perfeitamente ao ponto de parecer que estamos jogando e dançando ao mesmo tempo. Definitivamente, é uma trilha sonora que merece ser mais lembrada. Um espetáculo!
Conclusão:
Crash Bash já surgiu quando os olhos dos fãs de videogames já vislumbravam a chegada da próxima geração. Mesmo com esse detalhe e com uma desenvolvedora diferente no comando, o jogo entregou muito mais do que o prometido. É absurdamente divertido, principalmente jogando com dois jogadores o modo aventura ou nos duelos com três ou quatro jogadores. Não foi apenas a marca Crash, foi sua qualidade que colocou no PlayStation um party game digno da grandeza do console.
Feliz aniversário, Crash Bash!