25 anos de Cannon Spike: o peculiar crossover da Capcom
Cannon Spike, jogo de estilo arcade da Capcom, foi lançado no dia 15 de novembro de 2000 para Dreamcast. Conhecido como Gunspike no Japão, o título também recebeu uma versão para os fliperamas no mesmo ano e se destacou por ser um pequeno crossover da Capcom, reunindo as franquias Street Fighter, Darkstalkers, Mega Man e Ghosts’n Goblins. Mas será que Cannon Spike agradou aos fãs da desenvolvedora e de arcades? Confira, a seguir, na análise de aniversário do game.

História: salvar o mundo
Cannon Spike é, literalmente, o mesmo nome de um dos golpes clássicos da personagem Cammy White, de Street Fighter. Com isso, já era esperado ela aparecer no elenco de personagens. Além dela, temos Charlie Nash, também de Street Fighter, Arthur (Ghosts’n Goblins), Mega Man, B.B. Hood (Darkstalkers) e dois personagens originais, Shiva e Simone. Todos eles fazem parte da Anti-Robot Special Force (ARSF), que busca evitar que uma onda de terrorismo robótico acabe com o mundo.
É uma trama simples e que carrega bem o espírito das histórias dos jogos de arcade. Porém, ela se torna muito mais interessante quando o jogador conhece o universo da Capcom. É fácil notar entre os chefes, por exemplo, uma versão alternativa do personagem Vega, o espanhol, narcisista e usuário de garras em Street Fighter que também é conhecido como Balrog no Japão ou, simplesmente, “Claw”.

Jogabilidade: briga e muito tiro
Em Cannon Spike, somos apresentados a uma visão top-down, ou “vista de cima”. O jogo conta com os personagens podendo realizar disparos multidirecionais, além de contarem com características de um bom beat’em up, ou “briga de rua”. Temos os botões “Atirar”, “Atacar” (golpe corpo a corpo), e “Mirar”, que basicamente trava sua mira em um alvo específico. Ao combinar os botões, temos as seguintes habilidades:
- Atirar + Atacar = Especial à Distância
- Marcar + Atacar = Especial Corpo a Corpo
- Os três botões ao mesmo tempo = Super Especial (consome uma “Special Token”)
A Special Token pode ser encontrada ao abater inimigos ou no modo cooperativo, quando um parceiro é abatido. Ao todo, são 10 fases, mas a gameplay é curta de uma forma geral, não sendo necessário tantos minutos para finalizar o jogo. O foco está nas batalhas contra os chefes, onde a Capcom buscou levar uma experiência bastante frenética para o jogador.
Gráficos: o estilo da placa Naomi
Para os jogadores que já conheciam o potencial da placa Naomi, Cannon Spike não apresenta nada de surpreendente. Temos um visual colorido bem bonito, um bom nível de detalhes na perspectiva vista de cima, interessantes efeitos visuais, boa variação de cenários, embora muitos deles pareçam ser um pouco genéricos. Em resumo, é um jogo consistente no quesito gráfico, mas não é o seu ponto forte.
Música: uma razoável experiência
A Capcom é conhecida por compor algumas das melhores trilhas sonoras da história dos games, mas em Cannon Spike, ela não conseguiu alcançar um nível para que possamos considerá-la como algo memorável. Assim como a parte gráfica, a música cumpre seu papel de acompanhar o ritmo rápido da ação frenética do começo ao fim. No entanto, faltou um pouco mais de inspiração.
Conclusão
Cannon Spike, ou Gunspike, foi uma boa ideia por parte da Capcom. A desenvolvedora já havia feito outros crossovers, com destaque para os jogos de luta em parceria com a Marvel que foram um sucesso. No entanto, Cannon Spike passou longe de ter o mesmo brilho de outros crossovers da Capcom. O jogo é simples, tem uma duração relativamente curta e não inova muito, mas, no final das contas, consegue levar algum tempo de diversão.

Cannon Spike ainda foi lembrado em Street Fighter V (2016), com o lançamento de uma skin para a Cammy baseada em sua roupa no game. Esse detalhe mostrou que a Capcom não ignora a existência de Cannon Spike. Mesmo que o jogo não tenha sido um sucesso de vendas ou um primor técnico na época, ele merece ser lembrado.
Feliz aniversário, Cannon Spike!
Fontes: Gamespot e Game Revolution