20 anos de The King of Fighters XI (KOF XI): o adeus a uma era

The King of Fighters XI (KOF XI) foi lançado para os arcades em 2005. Este foi o 11° jogo da consagrada franquia da SNK e o último a utilizar dos sprites tradicionais da série, antes da primeira grande transição gráfica que ocorreu em The King of Fighters XII (2009). KOF XI foi capaz de revitalizar o estilo da série, otimizando as ideias implementadas em The King of Fighters 2003 e levando um ritmo diferente de tudo o que já havíamos visto até então.

Apesar da qualidade de KOF XI, era difícil para os fãs abandonarem seus games favoritos, como KOF 98 e KOF 2002. Além disso, a placa Atomiswave era menos acessível e com distribuição limitada para o ocidente. Por isso, muitos fãs conheceram o game apenas na versão de PlayStation 2 (PS2) lançada em 2006. Veja mais detalhes sobre KOF XI a seguir na análise de aniversário!

The King of Fighters XI (KOF XI)

História: o segundo capítulo de Ash

KOF XI apresenta a sequência da saga de Ash Crimson, que teve início em KOF 2003. O protagonista e, também, figura controversa tinha como objetivo roubar os poderes dos “Tesouros Sagrados” (Kyo, Iori e Chizuru). No torneio anterior, vencido pelo Ikari Warriors Team de Leona, Ralf e Clark, Ash roubou o poder de Chizuru após se aproveitar das ações de um grupo conhecido como “Those From the Past“, que buscavam o poder de Orochi para concedê-lo a Saiki, o mestre do grupo.

Em KOF XI, Ash e o “Those From the Past” seguem com o mesmo objetivo, o protagonista correndo atrás de Kyo e de Iori, e o grupo buscando o poder de Orochi. Entre os personagens-chave da trama, está Elisabeth Blanctorche, que possui amizade com Ash e busca compreender suas ações. No desfecho da trama, o inimigo final Magaki é derrotado, o selo de Orochi é quebrado, e Ash aproveita do caos para roubar os poderes de Iori, deixando muito mais perguntas do que respostas.

Jogabilidade: o grande trunfo

KOF XI utiliza de elementos clássicos da franquia, como corrida, rolamento, diferentes tipos de pulos, etc, ao mesmo tempo que pegou os elementos de KOF 2003 e melhorou muito. O jogo segue sendo uma batalha entre seis lutadores no estilo de tag, com a possibilidade de trocar de personagens durante a luta, em vez da troca ocorrer após um personagem ser nocauteado, como ocorria antes. Temos, agora, “Skill Stocks”, que servem como “carga” para utilizar de certas mecânicas. Uma das grandes novidades fica para o “Quick Shift”, que permite trocar o personagem no meio de um combo, podendo prolongá-lo bastante.

Outras adições de impacto foram o “Saving Shift”, que permite salvar o personagem que está sofrendo golpes, e o “Dream Cancel”, utilizado para interromper um especial no meio da execução para realizar combos devastadores. A dinâmica de KOF XI ficou muito melhor do que o antecessor e agradou muitos jogadores mais competitivos. Provavelmente, o problema ficou para o péssimo balanceamento do game:

TierPersonagens
SSGato e Kula
SOswald, Eiki, Duck King (2P), Kim e Clark
ARalf, Kyo, Duck King, Maxima, Ryo e Gai
BB.Jenet, K’, Ash, Terry, Shen, Jyazu, Silber, Vanessa e Kensou
CMalin, Iori, Duolon, Adelheid, Benimaru e Elisabeth
DYuri, Ramon, Blue Mary, Shingo, King e Tizoc
EKasumi, Athena, Whip, Hayate e Momoko

No competitivo de KOF XI, Gato e Kula eram os mais poderosos, com o Oswald, geralmente, fechando o trio mais apelão do game. Para se ter uma ideia, no SBO Tougeki 2006, provavelmente o maior torneio da história de KOF XI, literalmente todos os 46 finalistas tinham o Gato em seu trio. Kula aparecia em 38 times, enquanto o Oswald, 28. Apesar das interessantes mecânicas, bem provável que o balanceamento tenha afetado negativamente a popularidade do game.

Gráficos: um bom refinamento

São grandes as semelhanças dos sprites de KOF XI na placa Atomiswave para os sprites da era Neo Geo MVS dos anos 90. De fato, são, praticamente, os mesmos sprites, mas com alguns refinamentos na qualidade e em suas animações. No final das contas, a mudança visual é mais gritante apenas nos cenários, mais vivos e detalhados, e na interface mais bonita de uma forma geral. KOF só sofreria alterações gráficas realmente impactantes apenas no KOF XII de 2009.

Música: seguindo o padrão

KOF XI segue o mesmo padrão dos jogos anteriores, com variações entre rock, jazz e música eletrônica. Não é das mais memoráveis da franquia, mas apresenta qualidade em composições como o tema do “K’Team” e do “Fatal Fury Team”, levando sons com muita energia e excelente ritmo para as batalhas.

Conclusão

KOF XI foi um excelente jogo lançado em uma época em que a franquia já contava com jogos consolidados, como KOF 97 e KOF 98 na Ásia, e KOF 2002 no Brasil e na América Latina em geral. Como mencionado anteriormente, era realmente difícil fazer os jogadores largarem o osso de seus jogos amados para aprenderem um novo com mecânicas inéditas. Ainda mais quando a placa Atomiswave não ajudava tanto na distribuição dos jogos no ocidente. Apesar do problema do balanceamento, KOF XI encerrou de forma honrosa uma era dourada da SNK.

Feliz aniversário, The King of Fighters XI!

Fontes: DarkZero, SuperCombo e GameSpot

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