20 anos de Pokémon Mystery Dungeon: Red/Blue Rescue Team

Pokémon Mystery Dungeon: Blue Rescue Team (Nintendo DS) e Red Rescue Team (Game Boy Advance) foram lançados no Japão no dia 17 de novembro de 2005. Desenvolvidos pela Spike Chunsoft e publicados pela Nintendo, os games foram a primeira experiência da franquia de monstrinhos com o formato de RPG com roguelite, a mesma fórmula da série Mystery Dungeon, que se iniciou em 1993 com Torneko’s Great Adventure, da própria Chunsoft.

Embora muito diferente da abordagem dos tradicionais RPGs da série, os jogos conquistaram muitos fãs, tanto no Japão como no ocidente, que recebeu os jogos mais tarde. Confira, a seguir, mais detalhes sobre Pokémon Mystery Dungeon em sua análise de aniversário.

Pokémon Mystery Dungeon
Créditos: Nintendo

História: o charme do spin-off

É muito provável que a história de Pokémon Mystery Dungeon seja o seu grande destaque. O jogador assume o papel de um humano que foi misteriosamente transformado em um Pokémon e que acorda em um mundo que é habitado apenas pelos monstrinhos. O humano é guiado por outro Pokémon e precisa formar uma equipe de resgate responsável por ajudar outras criaturas.

A crítica especializada define a história do game como charmosa e emocional. Há muitos temas tocantes envolvidos, como amizade e sacrifício, o que cativou muitos jogadores sem grandes dificuldades. Sua narrativa é comovente e lembrada até hoje, mesmo 20 anos após seu lançamento.

Créditos: Nintendo

Jogabilidade: o estilo Mystery Dungeon

Pokémon Mystery Dungeon segue a mesma fórmula da série criada pela Spike Chunsoft, um roguelite. Em resumo, a gameplay funciona com base nas dungeons, ou masmorras, que são geradas de forma procedural. Ou seja, quando o jogador entra em uma dungeon, ela é formada com base em um algoritmo de computador, em vez de os desenvolvedores criarem ela manualmente. Isso significa que posição de itens, localização de inimigos, disposição de salas e corredores, entre outros, nunca serão as mesmas.

Em relação ao combate, temos um sistema por turnos, onde qualquer ação do Pokémon consome um turno. Quando uma ação é executada, como um simples caminhar, os inimigos ao redor também utilizam de um turno. Por isso, é necessário pensar na tática a todo o momento dentro de uma dungeon. Ainda mais quando lembramos que há detalhes como fraquezas (como no RPG tradicional de Pokémon), Power Points (necessários para realizar movimentos), e a estratégia envolvendo sua equipe.

Créditos: Nintendo

Embora o estilo “Mystery Dungeon” de gameplay já tivesse se consolidado na época, a crítica especializada e jogadores viram certos detalhes como pontos negativos. Por exemplo, apesar da geração procedural, as dungeons poderiam ser muito repetitivas. A inteligência artificial inconsistente dos parceiros também causavam bastante frustração, assim como mecânicas específicas que exigiam muita atenção e um gerenciamento apertado por conta do pouco espaço no inventário, tudo para não prejudicar sua equipe.

Gráficos: apenas competentes

No Game Boy Advance ou no Nintendo DS, os gráficos de Pokémon Mystery Dungeon eram bonitos, mas para o ano de 2005, não impressionavam nem um pouco, mesmo para consoles portáteis. O mesmo ponto negativo citado na jogabilidade, dungeons repetidas, também é citado aqui nos gráficos. É um pouco triste a sensação de monotonia visual que o jogo traz em cada masmorra, por conta da falta de variedade. O problema, vale ressaltar, é um pouco pior no GBA.

Os sprites no geral e as animações sem grandes detalhes até são competentes também, mas, mais uma vez, não impressionaram. O que salva o game visualmente é seu design colorido como um todo, o que já é uma marca registrada da própria marca Pokémon. Se fosse um jogo sem esse apelo, provavelmente, não teria sido tão lembrado, mas o carisma dos monstrinhos conseguiu levar um enorme alívio visual para o jogo.

Créditos: Nintendo

Música: mais apelo emocional

É bastante evidente que Pokémon Mystery Dungeon buscou levar para sua trilha sonora uma mescla de um estilo aventureiro com um estilo emocional, que é um dos grandes pontos na história do game. Definitivamente, o jogo entrega isso de forma muito satisfatória. A própria música do menu principal é extremamente memorável. Tanto que ela também é utilizada no final do jogo, o que cativa ainda mais o jogador ao final de sua jornada. Com certeza, a música no geral cumpre bem seu papel.

Conclusão

Pokémon Mystery Dungeon: Red/Blue Rescue Team foi muito criticado em seu lançamento pelos motivos já comentados na análise até aqui. No entanto, não demorou para os jogos cativarem, e muito, os jogadores. Principalmente por todo o seu apelo emocional na história. Mesmo com notas razoáveis de uma forma geral, os jogos venderam tão bem que salvaram a Spike Chunsoft da falência, aumentaram a popularidade da série Mystery Dungeon e abriram o espaço para as sequências “Explorers of Time” e “Explorers of Darkness”, de 2007. Um espetáculo!

Feliz aniversário, Pokémon Mystery Dungeon!

Fontes: NintendoLife e Commom Sense Media